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Pesquisa mostra que alunos do ensino integral têm notas maiores no Enem

Pesquisa com microdados do Inep aponta que ensino médio integral eleva nota no Enem, com ganho maior em matemática

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Modelo de ensino é fundamental para superar a resistência que muitos estudantes ainda demonstram com exatas
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  • Pesquisa do Instituto Sonho Grande, com microdados do Inep, aponta que estudantes de escolas estaduais com ensino médio integral têm desempenho geral no Enem superior aos de turno parcial.
  • O ganho é especialmente significativo em matemática e suas tecnologias, onde as escolas de tempo integral mostram média de cinco pontos a mais.
  • As escolas com ensino integral exigem carga horária mínima de sete horas diárias.
  • O estudo ressalta a importância de metodologias que promovam raciocínio e compreensão, em vez de memorização, para melhorar o aprendizado.

O Instituto Sonho Grande, com base nos microdados do Inep, concluiu que estudantes de escolas estaduais com Ensino Médio Integral (EMI) apresentam desempenho geral no Enem superior aos de turno parcial. A diferença aparece como efeito do tempo de permanência na escola.

Segundo o levantamento, o ganho é mais expressivo em matemática e suas tecnologias, onde as escolas com EMI registraram média maior de cinco pontos em relação às instituições regulares. Os dados destacam a relevância do tempo integral para este componente.

O estudo analisa escolas estaduais que adotam EMI, que exige carga horária mínima de sete horas diárias. O objetivo é observar impactos no desempenho do Enem e avaliar áreas com maior benefício.

Desempenho em matemática

Especialistas apontam que o formato integral pode favorecer a consolidação de conteúdos e a prática de raciocínio lógico. O estudo aponta melhoria associada ao modelo de ensino, especialmente no componente matemático do exame.

Para o pesquisador Felipe Guisoli, o EMI é fundamental para reduzir a resistência de estudantes à disciplina. Em entrevista, ele afirma que o primeiro passo é tratar bloqueios emocionais que dificultam o aprendizado da matemática.

Guisoli tem dez anos de experiência na preparação para vestibulares e defende uma mudança de mentalidade. Segundo ele, o aluno precisa ver a matemática como ferramenta para entender o mundo, não como obstáculo.

O professor ressalta que o ensino deve ser prazeroso sem perder rigor. A linguagem utilizada na prática pedagógica busca torná-la acessível, com exemplos do cotidiano e histórias sobre a origem dos conceitos.

Ele também critica a memorização mecânica. A proposta é um plano de estudos que valorize o raciocínio, a compreensão profunda e a autonomia do aluno, com teoria clara, prática relevante e revisões estratégicas.

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