- O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) divulgado em meados de janeiro de dois mil e vinte e seis aponta desempenho insuficiente de parte dos profissionais formados.
- Cerca de sessenta por cento dos inscritos estudaram em instituições com conceito um, dois ou três; 7,5% em vinte e quatro faculdades com conceito um, evidenciando concentração de oferta em instituições privadas.
- A oferta privada de cursos médicos apresenta menor presença de mestres e doutores no corpo docente, enquanto a concorrência por vagas em universidades públicas é elevada e determinadas privadas admitem alunos com notas abaixo da média do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
- Alunos de faculdades com menor conceituação enfrentam mensalidades elevadas e menos contato com pesquisa, ensino supervisionado e prática clínica.
- Observa-se disputa entre grupos empresariais e mercados em torno da formação médica, avaliação de escolas e controle de provas, com debates sobre avaliações seriadas e pontos de corte para ingresso, além da necessidade de avaliações para orientar currículos, competências, saúde pública e justiça social.
O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) divulgado em meados de janeiro de 2026 revelou preocupações sobre a qualidade de cursos de Medicina no Brasil. O levantamento aponta falhas no desempenho de parte dos graduados ao ingressar na prática clínica.
Entre os principais dados, cerca de 60% dos inscritos estudaram em instituições com conceito 1, 2 ou 3; 7,5% estavam em 24 faculdades com conceito 1. O relatório aponta concentração de vagas em instituições privadas.
A oferta privada de cursos médicos registra menor presença de mestres e doutores no quadro docente, segundo a avaliação. A competição por vagas em universidades públicas é alta, e algumas privadas aceitam alunos com notas abaixo da média do Enem.
Alunos com deficiências acadêmicas em faculdades de maior conceituação enfrentam custos elevados e menor contato com pesquisa, supervisão e prática clínica. O Enamed desperta preocupações sobre formação, qualidade de ensino e supervisão de estágios.
Reações e desdobramentos
Grupo empresarial proprietário de 20 faculdades, 18 com conceitos 2 ou 3, publicou um encarte com propostas para o futuro da medicina. A divulgação gerou debates sobre avaliação, certificação e governança de cursos.
Associações de instituições privadas e entidades do setor contestam alguns aspectos da divulgação dos resultados. Observa-se atuação de diferentes atores na definição de políticas públicas, avaliação e expansão de cursos de medicina.
Especialistas destacam a necessidade de avaliações sequenciais para orientar currículos, competências e saúde pública. Enfatizam temas como determinantes sociais da saúde, mudanças climáticas e inclusão na formação médica.
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