- A pesquisa da Ambitious About Autism mostrou que 16,2% dos alunos com autismo não foram à escola desde setembro.
- Entre as ausências, 62% foram por questões de saúde mental, 30% por doença física, e cerca de 20% disseram que o local de ensino não era adequado.
- A divulgação ocorre enquanto o governo prepara planos para reformar o sistema de necessidades especiais (Send) na Inglaterra, visando mais apoio em escolas regulares.
- Aproximadamente 70% dos alunos autistas são educados em escolas regulares, mas as taxas de ausência são altas e o absenteísmo persistente é significativamente maior entre esse grupo.
- Pais relatam preocupação com o financiamento e o ambiente escolar; há casos de esgotamento autista após mudanças de ensino, e o governo afirma que as reformas ampliarão apoio mental, formação de professores e a criação de vagas especializadas.
Uma em cada seis crianças autistas no Reino Unido não compareceu à escola desde o início do ano letivo, aponta uma pesquisa da Ambitious About Autism. O estudo também associa as faltas a problemas de saúde mental.
Quase metade dos respondentes disse sentir-se responsabilizada pelo governo pelas ausências. Entre os ausentes, 62% alegaram questões de saúde mental e 30% estavam fisicamente indispostos para frequentar as aulas. Um quinto citou inadequação da vaga escolar.
A pesquisa, com quase 1.000 jovens autistas e familiares, ocorre enquanto o governo se prepara para divulgar planos de reforma do sistema de necessidades educacionais especiais e deficiência (Send) na Inglaterra. Segundo autoridades, pretende-se ampliar o atendimento em escolas regulares para atender melhor esses estudantes.
Dados de contexto
cerca de 70% dos alunos autistas recebem educação em escolas regulares, mas as taxas de ausência permanecem elevadas devido à ansiedade, sobrecarga sensorial e suporte inadequado. Pais também questionam se novos investimentos serão suficientes para tornar os ambientes escolares adequados.
A análise da Ambitious About Autism revela que 16,2% dos respondentes não estiveram na escola desde setembro. Entre os outros, 32,8% faltaram de uma a cinco dias, 11,3% de seis a 10 dias, 12,2% de 11 a 20 dias e 7,4% de 20 a 40 dias.
Jolanta Lasota, executiva da organização, afirmou que não se pode deixar que novas gerações percam oportunidades de aprender e de crescer. Afirmou ainda a necessidade de escolas regulares possuírem conhecimento para apoiar alunos autistas e manter o acesso a apoio especializado quando necessário.
O Departamento de Educação divulgou dados nacionais de 2024-25 mostrando altas taxas de ausência entre alunos autistas em comparação com estudantes sem necessidades especiais. Em média, faltaram quase 11% das sessões em escolas de Inglaterra, com mais de 28% classificados como ausentes persistentes. Em contraste, 14% dos estudantes sem necessidades especiais foram ausentes de forma persistente.
Entre os ausentes, também está a jovem Sam, de 13 anos, atendida em casa após a mudança para o ensino secundário ter causado sobrecarga autista. A mãe relata que o filho passou a evitar sair de casa e que a escola precisa adaptar políticas e regras para reduzir gatilhos de ansiedade.
Erin, 20 anos, ainda no último ano de estudos, relata que a escola era dificultosa e que perdeu parte significativa do aprendizado. Ela descreve exaustão, burnout e episódios de crise autista, com tratamento psiquiátrico anterior à interrupção do ensino presencial.
Um porta-voz do governo afirmou que as reformas visam um sistema educacional inclusivo, com apoio precoce e escolas próximas de casa. O objetivo é reduzir diferentes acessos aos serviços, ampliar a atuação de equipes de saúde mental e treinar professores para o Send, com investimentos milionários já anunciados.
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