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Novas regras de ódio em escolas de NSW podem limitar debates sobre Gaza

Novas diretrizes de ódio em NSW podem silenciar debates sobre Gaza nas escolas e abrir caminho para demissões de professores

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
People participate in the National Student Strike for Palestine in Sydney on 29 February 2024. There is concern that discussions about Gaza could be silenced in NSW school classrooms under new guidelines on hate speech.
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  • Governo de New South Wales alterou códigos de conduta para proibir discurso de ódio em mais de 3 mil escolas, com sanções que podem incluir demissão.
  • As mudanças passam a valer a partir de terça-feira e se estendem a comentários fora da sala de aula, incluindo nas redes sociais.
  • O anúncio foi feito em resposta aos ataques em Bondi; as sanções não dependem de processação criminal.
  • A definição de discurso de ódio passa a seguir a seção 93ZAA do Crimes Act, conforme orientação da NSW Education Standards Authority (Nesa).
  • Críticos dizem que as regras podem inibir discussões sobre Gaza e Palestina nas escolas, levantando preocupações sobre liberdade de expressão dos docentes.

O governo de New South Wales introduziu diretrizes de “fala de ódio” que podem resultar na demissão de docentes por comentários no ensino e fora da sala. A medida entra em vigor imediatamente e se aplica a mais de 3 mil escolas, públicas, privadas e católicas do estado. A proposta busca alinhar conduta com leis de ódio vigentes.

Segundo o governo, as novas diretrizes da NSW Education Standards Authority, criadas após o ataque em Bondi, devem seguir a legislação existente, com sanções aplicadas mesmo sem denúncia policial. A decisão sobre demissão recai sobre comprovação pela Nesa de violação clara.

As regras abrangem atitudes fora da sala de aula, incluindo mensagens em redes sociais. O objetivo é coibir conduta considerada de odio, conforme o novo regime de supervisão e responsabilização.

Reações e contexto

Líderes de direitos civis afirmam que a mudança pode sufocar debates sobre Palestina e Gaza em escolas. Eles ressaltam que escolas devem permitir questionamentos difíceis e respostas seguras por parte dos docentes, sem censura institucional.

Organizadores de grupos pró-Palestina apontam preocupação com aplicação da norma, sugerindo risco de demissão por expressar apoio a causas ligadas ao país. Afirma-se que a medida pode funcionar como instrumento de intimidação contra o corpo docente.

Especialistas consultados destacam a complexidade de definir fala de ódio com base na lei 93ZAA, aprovada recentemente, que criminaliza incitação de ódio por raça. Comentam que, em caso de suspeita grave, a polícia e os tribunais devem decidir a culpabilidade.

O governo afirma que as mudanças não representam ataque à liberdade de expressão nem oposição a civis palestinos. O premiê afirmou que sanções cabem quando houver violação clara, independente de investigações policiais, e que docentes devem zelar pela formação de jovens.

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