- Diplomata Douglas Rocha Almeida, 31 anos, natural do Distrito Federal e criado em Luziânia, chegou ao serviço público federal com apoio do Programa Universidade para Todos (Prouni), que concedeu bolsa integral para a universidade.
- Formou-se em Relações Internacionais em universidade particular com a bolsa integral do Prouni; estudou Letras – espanhol em universidade pública federal e aprendeu inglês e francês em instituição pública no DF; tem mestrado pela Escola Superior de Guerra com bolsa da Capes.
- Recebeu a Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia, que financia estudos preparatórios para o CACD, no valor de R$ 30 mil; dedicou cerca de 12 horas líquidas por dia aos estudos entre maio de 2023 e janeiro de 2024.
- Superou dificuldades pessoais, incluindo o luto pela morte da irmã em 2017; começou a trabalhar aos 15 anos como garçom e hoje pretende ajudar a mãe, garantindo a independência financeira para ela.
- Inscrições para o 1º semestre de 2026 no Portal Único de Ensino Superior vão até 29 de janeiro, às 23h59; este edital prevê 594.519 bolsas, com 274.819 integrais e 319.700 parciais, distribuídas entre modalidade a distância e semipresencial, para bacharelado e cursos tecnológicos.
Douglas Rocha Almeida, diplomata de 31 anos, saiu de uma infância de recursos limitados para ocupar posição de destaque no serviço público federal. Nascido no Distrito Federal e criado em Luziânia (GO), ele teve acesso à educação superior por meio do Prouni, bolsa integral do MEC.
Com o benefício, Almeida formou-se em Relações Internacionais em uma universidade particular. Também completou Letras – espanhol em uma instituição pública federal e aprendeu inglês e francês em outra instituição pública no DF. O currículo inclui ainda um mestrado pela Escola Superior de Guerra, com bolsa da Capes, vinculada ao MEC.
Na trajetória, o servidor recebeu a Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia, uma ação afirmativa do Instituto Rio Branco em parceria com órgãos como o MIR. O programa financia parcialmente os estudos preparatórios para o CACD, com valor de R$ 30 mil.
Foram quatro anos e meio de preparação para o concurso, entre maio de 2023 e janeiro de 2024, dedicando-se integralmente aos estudos com a bolsa de incentivo à diplomacia. Almeida chegou a estudar cerca de 12 horas diárias, dependendo do dia, conforme relato do próprio.
Ao longo do percurso, enfrentou dificuldades, incluindo o luto pela morte de uma irmã em 2017. A combinação entre esforço pessoal e políticas públicas foi determinante para alcançar os objetivos. O diplomata lembra ter sido o primeiro a vivenciar essa transformação tão de perto.
Desde os 15 anos, Almeida conciliou estudo e trabalho, contando com o apoio da família, especialmente da mãe, dona Cida, diarista. Ele atuou como garçom e trabalhou em festas infantis, visando suprir necessidades familiares.
Os interessados em seguir trajetória semelhante podem se inscrever até as 23h59 (horário de Brasília) de 29 de janeiro para o 1º semestre de 2026, pelo Portal Único de Ensino Superior. O processo seletivo utiliza critérios do MEC para o Prouni.
A edição de 2026 do Prouni oferece 594.519 bolsas, a maior quantidade já registrada. Desse total, 274.819 são integrais e 319.700 parciais. Das vagas, 393.119 são para cursos a distância e 16.408 para a modalidade semipresencial; 328.175 são para bacharelado e 253.597 para cursos tecnológicos. As áreas com maior oferta são Administração (63.978) e Ciências Contábeis (41.864).
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