- O MEC cortou 42% dos gastos com alfabetização no último ano, de R$ 791 milhões para R$ 459 milhões.
- O investimento no ensino em tempo integral caiu de R$ 2,5 bilhões para R$ 75 milhões.
- O governo criou o programa Pé de Meia, voltado a estudantes do ensino médio com custo anual de R$ 12 bilhões, para evitar evasão escolar.
- O Tribunal de Contas da União exigiu que o programa fosse incluído no orçamento do MEC, o que provocou ajustes de recursos.
- Em janeiro de 2023 foi extinta a Secretaria Nacional de Alfabetização; gastos com viagens presidenciais somaram cerca de R$ 1 bilhão no último ano.
Governo Lula reduz investimentos em alfabetização e ensino integral, marcando mudança de prioridades no MEC. Dados públicos apontam queda significativa na educação de base, enquanto despesas com programas dirigidos a estudantes mais velhos ganham destaque, segundo análises recentes.
Entre os números destacados, os gastos com alfabetização caíram 42% no último ano, de R$ 791 milhões para R$ 459 milhões. O ensino em tempo integral também registrou queda relevante, de R$ 2,5 bilhões para R$ 75 milhões. A tendência é acompanhada de debates sobre impactos de longo prazo.
Paralelamente, o governo criou o programa Pé de Meia, voltado a estudantes do ensino médio com idade para votar. O custo anual chega a R$ 12 bilhões, segundo fontes oficiais, e o objetivo é reduzir evasão escolar. Críticos apontam que recursos foram deslocados da alfabetização e do ensino integral.
Políticas e mudanças na gestão
A mudança de prioridades é ilustrada pela extinção, em janeiro de 2023, da Secretaria Nacional de Alfabetização. A pasta foi criada em 2018 para distribuir livros e apoiar famílias durante a pandemia. A medida sinaliza um recorte estruturante na base da educação.
Dados mostram que os investimentos no ensino infantil passaram a receber menos atenção, em meio a gastos mais elevados com outras áreas do governo federal. Em paralelo, despesas com viagens oficiais da Presidência e da comitiva somaram cerca de R$ 1 bilhão no último ano.
Contexto e leituras
Analistas veem a opção por priorizar o ensino médio como forma de dialogar com o eleitorado jovem. O argumento de que o bônus financeiro combate a evasão esbarra em críticas sobre a eficácia de outras estratégias, como melhoria de infraestrutura e formação de professores.
Especialistas ressaltam que investir na alfabetização é essencial para romper ciclos de vulnerabilidade. A queda de recursos na base educativa levanta preocupações sobre o impacto no longo prazo, especialmente para crianças em situação de vulnerabilidade social.
Perspectivas futuras
A gestão de orçamento da educação ainda depende de decisões políticas e de controles do Tribunal de Contas da União sobre ações como o Pé de Meia. Com a fiscalização, a expectativa é por maior clareza sobre a destinação dos recursos.
As autoridades afirmam que a anda necessidade pública demanda equilíbrio entre programas de assistência direta e investimento em etapas iniciais do aprendizado. A discussão segue em fóruns oficiais e na avaliação de impactos por especialistas independentes.
Entre na conversa da comunidade