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Falta de terrenos freia instalação de novas fábricas na Zona Franca de Manaus

Falta de terrenos regularizados na Zona Franca de Manaus trava instalação de novas fábricas e assusta investidores, apesar de benefícios fiscais até 2073

Trabalhadores em linha de montagem de motos na fábrica da Honda, no distrito industrial da Zona Franca Manaus
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  • A Zona Franca de Manaus enfrenta escassez de terrenos regularizados para receber novas fábricas, segundo o Conselho de Administração da Suframa.
  • O problema está concentrado nos distritos industriais, com o Distrito 1 praticamente ocupado e os Distritos 2 e 3 ainda com áreas, mas em grande parte em ocupação irregular.
  • A forma de atuação atual depende de licitações a cada dois anos; a última ocorreu em 2025 e a próxima só em 2027, o que atrasa a disponibilidade de terrenos.
  • O setor de eletroeletrônicos já sinaliza buscar outros locais por dificuldades de espaço físico para novas plantas.
  • Em 2025, o polo industrial teve faturamento de R$ 227,6 bilhões e mais de 131 mil empregos; em março deste ano, foram aprovados 83 projetos industriais e de serviços, com potencial para gerar 2.880 empregos e elevar a quantidade de indústrias em até 30%.

A Zona Franca de Manaus enfrenta um gargalo de terrenos industriais para receber novas fábricas. O problema ganhou prioridade na pauta do Conselho de Administração da Suframa e pode frear o ritmo de expansão do polo industrial da região. A escassez de áreas regularizadas emerge como entrave a investimentos previstos.

A reforma tributária manteve vantagens fiscais para Manaus até 2073, com incentivos como redução de impostos e exigência de implementação de unidade fabril local, criação de empregos e produção local. Mulheres? Não. O foco continua na ampliação da base industrial, mas o espaço disponível não acompanha o ritmo de tensão por novas instalações.

Condições atuais e impactos

Atualmente cerca de 600 indústrias atuam na região, com aproximadamente 131 mil empregos diretos. A expansão prevista depende do aumento de áreas regularizadas, principalmente nos distritos industriais 2 e 3, onde há maior disponibilidade, mas ainda há ocupação irregular. O Distrito 1 está próximo da capacidade máxima.

A distribuição de terrenos ocorre por meio de licitações que ocorrem a cada dois anos; a última foi em 2025, a próxima só em 2027. A lentidão nessa dinâmica agrava dificuldades para cessão de lotes, segundo membros do setor industrial. Invasões e favelização têm sido apontadas como fatores que dificultam o desenvolvimento fundiário.

Perspectivas e posicionamentos

Representantes do setor eletroeletrônico afirmam que é preciso ampliar as áreas aptas a receber projetos, para manter a atratividade da região. A Eletros ressaltou que a questão fundiária exige soluções rápidas e coordenação entre autoridades para evitar atrasos em investimentos.

A Suframa reconhece o desafio e avalia propostas de mudanças na destinação de terrenos, como substituição do modelo de licitações por editais de chamamento público. Mesmo assim, ainda não houve alteração eficaz até o momento, e a instituição continua buscando estratégias para acelerar a regularização fundiária sem comprometer a segurança jurídica.

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