- Os preços do petróleo caíram mais de 1%, com o Brent em US$ 78,45 por barril e o WTI em US$ 75,18 por barril, atingindo mínimos desde o início da guerra com o Irã.
- O memorando de 14 pontos entre Estados Unidos e Irã abriu um período de negociação de 60 dias e prevê que o tráfego pelo Estreito de Ormuz seja restaurado sem pedágio, em até 30 dias.
- O acordo adia questões complexas, como o programa nuclear iraniano, e menciona a elaboração de um plano de US$ 300 bilhões para financiar a recuperação do Irã.
- Goldman Sachs projeta que as exportações do Golfo voltariam a níveis pré-guerra até o fim de julho, com recuperação da produção de petróleo até outubro.
- Analistas esperam recuperação gradual dos fluxos pelo estreito e reconhecem que os preços podem não recuar drasticamente à medida que demanda e estoques se ajustem.
O petróleo caiu ao menor nível desde o início da guerra entre EUA e Irã, após um acordo provisório que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e alívio de sanções a Teerã. A notícia movimenta o cenário de oferta global.
Os futuros do Brent recuíram cerca de 1,37%, para 78,45 USD por barril, enquanto o WTI caiu 2%, para 75,18 USD. O Brent chegou ao menor patamar desde 2 de março; o WTI, desde 4 de março.
Analistas destacam que a queda reflete a expectativa de retorno rápido dos barris iranianos ao mercado, ainda que o memorando de 14 pontos envolva etapas de implementação. O acordo prevê negociação de 60 dias.
Detalhes do entendimento
O texto estabelece que o tráfego no Estreito de Ormuz será restaurado em até 30 dias, com passagem sem pedágio durante o período de implementação. O acordo adia questões complexas, como o programa nuclear iraniano.
Implicações e desdobramentos
Analistas do mercado avaliam recuperação gradual dos fluxos pelo estreito. A demanda global pode permanecer firme enquanto estoques são repostos, moderando qualquer queda drástica de preços.
Goldman Sachs projeta retorno das exportações do Golfo aos níveis pré-guerra até julho, com produção se recuperando até outubro. A normalização dependeria de um aumento significativo nos fluxos pelo canal estratégico.
- O texto reitera que os cenários dependem de implementação gradual do acordo e de respostas geopolíticas futuras.
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