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Australiana inaugura centro de pesquisa e processamento de terras raras em MG

Viridis inaugura em Poços de Caldas centro de terras raras, o segundo maior fora da China, com capacidade de cento kg/h e meta de atender sete por cento do mercado global

Rafael Moreno, CEO da Viridis Mining & Minerals em evento de inauguração da planta piloto do CTPR de Poços de Caldas, MG.
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  • A Viridis Mining & Minerals inaugurou a planta piloto do Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras em Poços de Caldas, MG, nesta quinta-feira, 28, com investimento de R$ 25 milhões.
  • O centro é o segundo maior fora da China e tem capacidade de processar cem quilos de minério por hora, produzindo cerca de 2,9 toneladas por ano de carbonato misto de terras raras.
  • A operação utiliza argila iônica e é realizada em sistema 100% fechado, movido a energia renovável, sem descarte de efluentes.
  • A empresa pretende aceitar pedidos comerciais a partir do terceiro trimestre de 2026 e desenvolver critérios de processamento para parceiros.
  • No curto prazo, a Viridis projeta, para 2027, uma Unidade de Demonstração de Reciclagem de Ímãs via joint venture Viridion, permitindo processar minério virgem e material reciclado no mesmo hub. A iniciativa visa atender até 7% do mercado global de terras raras.

A Viridis Mining & Minerals, empresa australiana listada na ASX, inaugurou hoje a planta piloto do segundo maior Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras fora da China. O evento ocorreu em Poços de Caldas (MG). O centro começa a operar com foco em argila iônica para extração e processamento, visando a diversificação da cadeia de suprimentos.

Com investimento de 25 milhões de reais, o CTPR tem capacidade para processar 100 quilos de minério por hora e produzir cerca de 2,9 toneladas de carbonato misto de terras raras por ano. A inauguração marca a prova de conceito do Projeto Colossus, que prevê extração comercial em larga escala a partir de 2028.

A operação utiliza um sistema 100% fechado, não gera descarte de efluentes e é movida por energia renovável. A iniciativa promete reduzir custos de processamento frente a depósitos de rocha dura, destacando a geologia da região como diferencial.

O empreendimento visa, após a inauguração, pesquisar e determinar critérios de processamento para receber pedidos comerciais a partir do terceiro trimestre de 2026. A meta é transformar o Brasil em polo estratégico para mercados ocidentais.

Expansão e parcerias

A Viridis planeja implantar, em 2027, a Unidade de Demonstração de Reciclagem de Ímãs via joint venture Viridion. Se viável, será a primeira instalação ocidental a processar minério virgem e material reciclado no mesmo hub.

O Brasil detém a segunda maior reserva global de terras raras, o que coloca o país como alternativa para reduzir a dependência da China, hoje líder no setor. A Viridis conta com suporte de investimentos da França e do Canadá.

A empresa pretende abastecer até 7% do mercado global de terras raras, ampliando o fluxo de suprimento para indústrias de alta tecnologia na Europa e na América do Norte. O plano envolve parcerias para acelerar a captação de demanda.

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