- O lucro recorrente do BNDES no primeiro trimestre de 2026 foi de R$ 3,1 bilhões, alta de 17% ante o mesmo período de 2025.
- O patrimônio líquido ficou em R$ 192 bilhões, 47% acima de 2022, com ativos totais de R$ 995 bilhões. A carteira de crédito atingiu R$ 678 bilhões, maior patamar em uma década.
- A taxa de inadimplência acima de 90 dias ficou em 0,046%, abaixo da média do sistema financeiro, que fechou março em 4,33%.
- Desembolsos por setor no trimestre: indústria, R$ 8,0 bilhões; infraestrutura, R$ 13,4 bilhões; agropecuária, R$ 9,1 bilhões; comércio e serviços, R$ 5,7 bilhões, com crescimento frente a 2025.
- O Banco registra desempenho histórico nos últimos doze meses, com lucro recorrente de R$ 15,6 bilhões, e reforça atuação em infraestrutura, cadeia de veículos de baixo carbono e projetos de maior escala.
O BNDES registrou lucro recorrente de 3,1 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026, mantendo trajetória de crescimento. O patrimônio líquido atingiu 192 bilhões, e a carteira de crédito alcançou o maior patamar desde 2016, com desembolsos expressivos para indústria, infraestrutura, agropecuária e comércio e serviços.
No acumulado de 12 meses, o lucro recorrente soma 15,6 bilhões de reais, o maior da história do banco de fomento. Os ativos totais chegaram a 995 bilhões, frente a 682 bilhões em 2022, indicando expansão robusta. A inadimplência de mais de 90 dias ficou em 0,046%, abaixo da média do sistema.
Desembolsos por setor mostram expansão generalizada: indústria 8 bilhões, infraestrutura 13,4 bilhões, agropecuária 9,1 bilhões e comércio e serviços 5,7 bilhões no trimestre. Assinalam variações de 67%, 51%, 40% e 15% respectively ante o mesmo período de 2025.
O aumento da carteira de crédito, segundo o diretor-financeiro Alexandre Abreu, sinaliza crescimento saudável. A cada trimestre, o banco reforça sua atuação como financiador do desenvolvimento nacional, com ênfase em projetos de alto impacto econômico.
A produção de veículos de baixo carbono aparece entre prioridades do banco. Mercadante destacou apoio à pesquisa e desenvolvimento da Volkswagen, Stellantis e Toyota, além da linha de etanol do milho, que gera subproduto para ração animal e libera mais espaço para alimentos.
Na infraestrutura, o modelo de project finance non recourse sustenta grandes concessões, como Dutra e Rio-Minas, com projetos em fase de leilões e expansão ferroviária. Debêntures faseadas também foram lançadas para acompanhar variações da taxa de juros ao longo do tempo.
Para ampliar volume de investimentos, o BNDES projetou um aporte significativo em energia, transportes e logística, com previsão de volume total de 1 trilhão de reais nos próximos quatro anos. Mercadante aponta que não há subsídios, apenas financiamento com participação de mercado.
Durante a entrevista, Mercadante anunciou um repasse de 10 bilhões de reais para a reestruturação do sistema prisional, conforme diretrizes do STF. Além disso, o banco planeja ampliar vigilância tecnológica com recursos de câmeras, reconhecimento facial e centros de comando.
Em 2025, o BNDES captou 4 bilhões de dólares na COP-30, conforme balanço apresentado. Em recente viagem à Alemanha, foram assinados novos convênios e anúncios de cooperação com grandes fundos internacionais, reforçando o interesse externo no modelo brasileiro de desenvolvimento.
Na Hannover Messe, o banco apresentou biodiesel com expressiva redução de emissões, demonstrou veículos de produção nacional da Volkswagen e Mercedes-Benz, e destacou a participação da WEG em baterias para EV. O avanço tecnológico é apresentado como parte da agenda verde da instituição.
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