- Durante a sessão da Comissão de Assuntos Econômicos, Renan Calheiros questionou o suposto acordo do Banco Central para socorrer o Banco Master com R$ 11 bilhões, em abril de 2025, via Fundo Garantidor de Crédito.
- Calheiros afirmou que o FGC teria liberado R$ 5 bilhões após recusa total do montante, para evitar uma crise sistêmica, acusação negada pelo presidente do BC.
- Gabriel Galípolo negou as informações e disse que o BC está respondendo a acusações do Tribunal de Contas por não ter autorizado, alegando que houve acusações contra o órgão e tentativas de demissão de dirigentes.
- O debate também tratou de uma possível retaliação do Centrão: Calheiros sugeriu que o BC não reagiu publicamente à época, enquanto Galípolo defendeu a independência técnica do BC, sem reagir a pressões políticas.
- Galípolo explicou que o FGC, não o BC, atuou para antecipar garantias diante da possibilidade de liquidação, descrevendo a atuação do fundo como correta e fundamental para conter a crise.
Durante a sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, e o senador Renan Calheiros (MDB-AL) discutiram a atuação do BC no caso Master. Calheiros afirmou que, em abril de 2025, o BC teria formalizado um oficio solicitando socorro de 11 bilhões de reais ao FGC para evitar a quebra do Banco Master, com liberação parcial de 5 bilhões a pedido da autarquia. Galípolo negou as informações, dizendo que o BC está respondendo a uma acusação do Tribunal de Contas por não ter autorizado o que foi citado.
O presidente do BC alegou que houve exposição de servidores nas ruas de Brasília e tentativas de demissão de dirigentes. Calheiros repetiu que o BC atuou ativamente para salvar a instituição, o que Galípolo rebateu, dizendo que a independência do BC não depende de exposição midiática. O executivo afirmou ainda que o BC não pode comentar publicamente casos de fiscalização.
Retaliação do Centrão
A dupla discutiu também uma possível manobra política envolvendo a Câmara para permitir exoneração de membros do BC pelo Legislativo. Calheiros questionou por que Galípolo não denunciou publicamente a estratégia na época, sugerindo que a reação pública insuficiente poderia fragilizar a autonomia da instituição. Galípolo afirmou que se manifestou e defendeu a independência baseada em decisões técnicas, não em discursos políticos.
Galípolo defendeu a atuação do FGC, classificando-a como correta e fundamental. Ele explicou que não houve socorro solicitado pelo BC, mas uma estratégia do próprio Fundo, que antecipou pagamentos de garantias para evitar uma liquidação imediata. Em comparação a crises históricas, ele destacou a complexidade atual do caso Master, com menos proporções e um conjunto de envolvidos mais restrito.
O ministro concluiu afirmando que o BC toma decisões técnicas, independentes da pressão pública, e que não pode ser arrastado para debates nas redes. Em seguida, reiterou que a responsabilidade do BC é agir com responsabilidade técnica, mesmo diante de pressões políticas ou midiáticas.
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