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Reino Unido fecha acordo comercial de 3,7 bilhões com seis estados do Golfo

Acordo britânico com seis Estados do Golfo soma £3,7 bilhões em oportunidades, tarifas zero para 93% das mercadorias e acesso a serviços, abrindo espaço político para Starmer

Keir Starmer with Salman bin Hamad Al Khalifa, Bahrain’s crown prince and prime minister. The Gulf deal has been criticised for not including a chapter on human rights.
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  • O Reino Unido fechou um acordo comercial com seis estados do GCC (Conselho de Cooperação do Golfo), encerrando quatro anos de negociações sob diferentes governos.
  • O acordo prevê £3,7 bilhões em oportunidades para exportadores, o dobro das estimativas iniciais, com ganhos esperados nos setores de alimentação, carros de luxo, defesa, aeroespacial e serviços.
  • Tarifa para 93% dos bens britânicos no GCC será zerada; setores contemplados incluem alimentação, equipamentos médicos, defesa, aeroespacial e manufatura avançada.
  • Serviços britânicos terão acesso garantido aos seis países, e houve a primeira autorização para armazenamento de dados fora da região por parte das autoridades do GCC.
  • As críticas e reações incluem a ausência de um capítulo de direitos humanos no acordo, elogios de agricultores e câmaras de comércio sobre o potencial de negócios, e debates sobre implicações para políticas futuras e proteção de investimentos.

Keir Starmer anunciou um acordo comercial entre o Reino Unido e seis Estados do Golfo, encerrando quatro anos de negociações sob quatro governos. O acordo soma 3,7 bilhões de libras em oportunidades para exportadores britânicos.

O texto aponta ganhos principalmente para setores de alimentos e automóveis de luxo, além de defesa, aeroespacial, hospitalidade e serviços. O governo afirma que o acordo pode dobrar as estimativas iniciais.

A adesão aos termos inclui retirada de tarifas para 93% das mercadorias britânicas vendidas no GCC, que reúne Saudi Arabia, Kuwait, Oman, Qatar, Emirados Árabes e Bahrain. Tarifas zero para alimentos, equipamentos médicos, defesa e manufatura avançada.

Também está previsto permitir que empresas britânicas armazenem dados fora da região pela primeira vez, ampliando o acesso de serviços ao mercado local. O governo sustenta que serviços britânicos terão garantia de acesso aos seis estados.

Críticos destacam a ausência de uma cláusula de direitos humanos no acordo, com organizações ressaltando abusos na região. O governo afirma que questões de direitos estarão em canais políticos e não na letra do acordo.

Para o setor agrícola, o acordo foi recebido como o melhor desde a saída do Reino Unido da UE, especialmente após resistir a pressões para reduzir padrões de bem-estar animal. Empresários veem oportunidades de expansão.

O acordo é o terceiro fechado por Starmer, após pactos com Índia e Coreia do Sul. Autoridades destacam que tarifas são removidas para a maioria das exportações e que o acordo pode trazer benefícios a empresas de serviços, energia, construção e turismo.

Repercussões e próximos passos

Representantes de câmaras de comércio afirmam que o pacto é estratégico para a base de empresas britânicas, com potencial de ampliar negócios na região. O governo reforça o uso de canais diplomáticos para questões sensíveis de direitos humanos.

Ponto de vista setorial

A NFU elogia o acordo agrícola, destacando conformidade com padrões de bem-estar. Entidades de trabalhadores criticam a ausência de salvaguardas explícitas de direitos, citando riscos de impactos trabalhistas no futuro.

Perspectiva governamental

O Primeiro-Ministro afirma que o acordo demonstra capacidade do governo de concluir grandes acordos. O Secretário de Comércio ressalta que o Reino Unido é o primeiro país do G7 a firmar um pacto moderno com o GCC.

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