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Tarifas aéreas no Brasil sobem mais de 30% desde o início da guerra, JP Morgan aponta

Tarifas aéreas no Brasil sobem mais de 30% com alta do querosene; cortes de voos chegam a quase cinco por cento e efeito pode perdurar além da alta temporada

A elevação tarifária registrada em maio ocorre, portanto, fora do período de procura sazonalmente mais forte.
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  • Tarifas aéreas domésticas no Brasil subiram mais de 30% em base anual desde o início da guerra no Irã, conforme monitor do J.P. Morgan.
  • O salto é puxado pela alta do querosene de aviação, influenciado pela escalada do petróleo após o conflito deflagrado em fevereiro.
  • Em maio, as companhias cortaram oferta, gerando queda de quase 5% nos voos em relação a estimativas de abril, antes do pico de demanda de julho.
  • A Petrobras promoveu a terceira alta seguida no combustível em maio, de 18%, mantendo opção de parcelamento para distribuidoras.
  • O repasse aos preços ao consumidor deve se alongar além da alta sazonal; o J.P. Morgan mantém Latam Airlines e Copa como favoritas, com Azul neutra.

As tarifas aéreas domésticas no Brasil acumularam alta superior a 30% em base anual desde o início da guerra no Irã, aponta o monitor de preços do J.P. Morgan em relatório divulgado nesta terça-feira (19). O recuo no fornecimento de QAV e a elevação do custo do petróleo ajudam a explicar o reajuste.

O aumento ocorre em meio à escalada do querosene de aviação, impulsionado pela trajetória do barril de petróleo desde o conflito deflagrado em 28 de fevereiro. A volatilidade dos custos chega logo antes da alta temporada de aviação, com maior demanda prevista em junho a agosto.

A pressão sobre preços coincide com cortes de oferta das próprias companhias, que reduziram voos em quase 5% em maio na comparação com estimativas de um mês antes, segundo a Anac. A Copa do Mundo, realizada entre 11 de junho e 19 de julho, aumenta a procura internacional neste período.

A Petrobras, maior produtora nacional de combustível, aplicou a terceira alta consecutiva do insumo em maio, de 18%, após reajustes anteriores de 9,4% em março e 54,8% em abril. A estatal manteve opção de parcelamento de seis vezes para distribuidoras, com primeira parcela em julho de 2026.

Segundo a Abear, o QAV respondia por cerca de 45% dos custos operacionais das companhias antes do reajuste de maio, acentuando o repasse aos passageiros. A J.P. Morgan revisou a baixa a projeção de capacidade da Azul, para -5% no comparativo anual, frente a +1% anteriormente.

Mesmo diante do cenário, o banco mantém preferências por Latam Airlines e Copa, com recomendação overweight, citando balanços, geração de caixa e hedges de combustível. A Azul recebe avaliação neutra, com ressalvas ligadas ao ADRs e ao fortalecimento do balanço após a reestruturação.

Especialistas destacam que a transmissão dos custos do petróleo aos preços ao consumidor tende a durar até seis meses, mantendo volatilidade no setor até o fim da temporada e além. A reportagem se baseia em dados do J.P. Morgan, Abear, Anac e companhia aérea.

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