- O Fundo Monetário Internacional pediu ao Reino Unido que mantenha o curso de redução do déficit público, diante de incertezas sobre a liderança de Starmer.
- O FMI elogiou a secretária do Tesouro, Rachel Reeves, por buscar equilíbrio entre redução do déficit e gastos que favorecem o crescimento.
- Em sua avaliação anual, o FMI elevou a previsão de crescimento para 2026 de 0,8% para 1%, citando impulso pré-guerra e desempenho no primeiro trimestre.
- O organismo avisou sobre riscos de baixa devido a incerteza doméstica e ao ambiente externo volátil, o que pode limitar espaço fiscal para mudanças radicais.
- Reeves deve anunciar novas medidas de apoio ao custo de vida; o FMI recomenda intervenções direcionadas, temporárias e financiáveis para não abalar a confiança dos mercados.
O Fundo Monetário Internacional pediu ao Reino Unido que mantenha a trajetória de redução do déficit público, mesmo diante da incerteza criada pelo desafio político envolvendo o líder trabalhista Keir Starmer. A avaliação foi feita em meio a preocupações crescentes no mercado de bonds.
Em seu exame anual da economia britânica, o Fundo elogiou a atuação da secretária do tesouro Rachel Reeves, por buscar equilíbrio entre cortes de deficit e gasto que favorece o crescimento. A IMF também elevou a projeção de crescimento para 2026.
A instituição afirmou que o governo precisa seguir com a redução do déficit, considerando pressões de mercado e riscos de implementação. A prática vem acompanhada de um tom de alerta sobre volatilidade externa.
Perspectivas e mercado
A IMF revisou para cima a expectativa de crescimento, de 0,8% para 1%, citando o vigor da economia no primeiro trimestre e o momentum pré-conflito com o Irã. O órgão destacou que as políticas atuais refletem uma resposta adequada a esse cenário.
Rachel Reeves indicou que a melhoria das previsões demonstra um plano econômico correto, após dados oficiais terem mostrado crescimento acima do previsto no início do ano. A aprovação não é absoluta para todos no Parlamento, com críticas de alguns membros do Labour.
O FMI também aponta que fatores externos, como o conflito no Irã, elevam o custo de financiamento e limitam o espaço fiscal do governo para responder a choques. O mercado já mostrou queda na percepção de risco apenas parcialmente efetiva.
Contexto fiscal e política pública
O grupo também destacou que a alta de juros Gilt aumenta o custo da dívida pública, estimando um peso significativo no orçamento público de 100 bilhões de libras por ano em juros. Com isso, a margem para medidas fiscais amplas fica restrita.
No quadro de medidas anunciadas, Reeves prepara novas ações de apoio ao custo de vida, com foco em ações direcionadas, temporárias e com custo contido para não abalar a confiança dos mercados.
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