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Queda do dólar impulsiona comércio, cresce 0,5% em março e amplia recorde

Dólar mais baixo impulsiona comércio, que cresce 0,5% em março e acumula alta de 1,8% em doze meses, segundo o IBGE

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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  • Dólar mais baixo estimulou as vendas de importados e o comércio avançou 0,5% de fevereiro para março, atingindo o maior patamar já registrado.
  • Em relação a março do ano passado, o comércio cresceu 4%; no acumulado de doze meses, houve alta de 1,8%.
  • Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, do IBGE, divulgados na quarta-feira 13.
  • Entre os oito grupos pesquisados, cinco registraram alta em março: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; combustíveis e lubrificantes; outros artigos de uso pessoal e doméstico; livros, jornais, revistas e papelaria; e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria. Móveis e eletrodomésticos ficaram estáveis; hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo caíram 1,4%.
  • No varejo ampliado, o indicador subiu 0,3% de fevereiro para março, com ganho de 0,2% no acumulado de doze meses.

O comércio brasileiro cresceu 0,5% de fevereiro para março, impulsionado pela queda do dólar, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE. O resultado marcou a terceira alta consecutiva e levou o setor a atingir o maior patamar da série.

Na comparação com março do ano passado, o setor teve alta de 4%. No acumulado de 12 meses, a expansão é de 1,8%. O informativo foi divulgado pelo IBGE na quarta-feira, 13 de março.

O dólar mais baixo favoreceu vendas de produtos importados e contribuiu para o ritmo observado. Em março, a média da moeda norte-americana ficou em 5,23 reais, ante 5,75 reais no mesmo mês de 2024.

Atividades

Entre os oito grupos pesquisados, cinco apresentaram alta frente a fevereiro. Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação subiu 5,7%. Combustíveis e lubrificantes avançaram 2,9%. Outros artigos de uso pessoal e doméstico cresceram 2,9%.

Livros, jornais, revistas e papelaria registraram alta de 0,7%. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria subiram 0,1%. Tecidos, vestuário e calçados ficou estável. Móveis e eletrodomésticos caiu 0,9% e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo recuaram 1,4%.

O crescimento de equipamentos para escritório, informática e comunicação está associado à desvalorização do dólar, que deixou importados mais baratos. Segundo o analista Cristiano Santos, as empresas montam estoques na queda da moeda e promovem promoções no mês seguinte.

O aumento de preços dos combustíveis, influenciado pela guerra no Oriente Médio, gerou alta de 11,4% na receita dessa atividade, ainda com avanço de 2,9% na produção em março.

Supermercados

A atividade de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou queda de 1,4%, pese representar a maior parcela do comércio. A inflação foi apontada como fator que desestimulou o consumo no período.

No entanto, o analista ressalta que o recuo de março não indica tendência de reversão, já que a mesma atividade registrou alta de 0,3% em janeiro e 1,4% em março.

Atacado

O varejo ampliado, que inclui atacado (veículos, material de construção, alimentos, bebidas e fumo), registrou alta de 0,3% de fevereiro para março. O acumulado de 12 meses aponta crescimento de 0,2%.

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