- O presidente dos EUA, Donald Trump, adiou a assinatura de decretos que visavam aumentar as importações de carne bovina e apoiar o renovação do rebanho, segundo o Wall Street Journal.
- A medida previa suspender temporariamente contingentes tarifários sobre carne bovina e ampliar empréstimos aos pecuaristas, além de reduzir proteções ambientais para lobos que atacam rebanhos.
- As expectativas de maior volume de importações do Brasil pesaram sobre os futuros de gado nos EUA, com contratos de junho e agosto apresentando movimentos divergentes.
- O rebanho americano está no nível mais baixo em setenta e cinco anos devido à seca, o que elevou custos de alimentação e levou a maior abatimento de animais.
- O Departamento de Agricultura dos EUA projeta recorde de 5,8 bilhões de libras de carne bovina importada neste ano, alta de cerca de 6% em relação a 2025.
O presidente dos EUA, Donald Trump, adiou a assinatura de decretos que visavam ampliar as importações de carne bovina e apoiar o rebanho nacional. A mudança foi anunciada pelo Wall Street Journal, citando uma autoridade da Casa Branca.
A reportagem aponta que Trump planejava suspender temporariamente contingentes tarifários sobre carne bovina, reduzir barreiras ambientais para proteção de pastagens com lobos e aumentar empréstimos a pecuaristas via a Agência Federal para Pequenas Empresas.
A notícia contradiz uma declaração anterior de que as ordens seriam assinadas na segunda-feira. A Casa Branca não divulgou comentários nem ficha técnica até o fim do dia, prática comum após assinatura.
As expectativas de maior importação de carne brasileira influenciaram o mercado. Futuros de gado vivo para junho na CME terminam em leve alta, enquanto futuros de gado de corte para agosto recuaram cerca de 0,5%.
Em outubro, Trump já havia flexibilizado regras para carne argentina e, posteriormente, retirado tarifas para carne brasileira. Ainda assim, o cenário de preços não recuou de modo expressivo para os consumidores.
A oferta de carne bovina no país enfrenta pressão elevada. O rebanho americano atingiu o menor nível em 75 anos devido à seca, que reduziu pastagens e aumentou custos com alimentação.
O Departamento de Agricultura projeta recorde de importação de 5,8 bilhões de libras de carne bovina neste ano, cerca de 6% a mais que 2025 e 25% acima de 2024. A maior parte são aparas para a produção de carne moída.
Analistas destacam que importações adicionais podem ajudar a reduzir custos de ingrediente para hamburguerias, mas não garantem queda expressiva nos preços ao consumidor.
Segundo especialistas, mesmo com volumes recordes, o preço da carne bovina continua alto. Em abril houve alta acumulada de 12,1% ante o ano anterior, conforme o índice do CPI.
Entre na conversa da comunidade