Em Alta NotíciasFutebolBrasil_POLÍTICA_economia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Trump adia ordem para ampliar importações de carne bovina

Trump adia decretos para aumentar importações de carne bovina, buscando conter preços altos, mas especialistas apontam efeito limitado sobre o consumidor

Gado reunido em um confinamento na Callicrate Beef, uma fazenda verticalmente integrada para a produção de carne no mercado em Saint Francis, Kansas, EUA
0:00
Carregando...
0:00
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, adiou a assinatura de decretos que visavam aumentar as importações de carne bovina e apoiar o renovação do rebanho, segundo o Wall Street Journal.
  • A medida previa suspender temporariamente contingentes tarifários sobre carne bovina e ampliar empréstimos aos pecuaristas, além de reduzir proteções ambientais para lobos que atacam rebanhos.
  • As expectativas de maior volume de importações do Brasil pesaram sobre os futuros de gado nos EUA, com contratos de junho e agosto apresentando movimentos divergentes.
  • O rebanho americano está no nível mais baixo em setenta e cinco anos devido à seca, o que elevou custos de alimentação e levou a maior abatimento de animais.
  • O Departamento de Agricultura dos EUA projeta recorde de 5,8 bilhões de libras de carne bovina importada neste ano, alta de cerca de 6% em relação a 2025.

O presidente dos EUA, Donald Trump, adiou a assinatura de decretos que visavam ampliar as importações de carne bovina e apoiar o rebanho nacional. A mudança foi anunciada pelo Wall Street Journal, citando uma autoridade da Casa Branca.

A reportagem aponta que Trump planejava suspender temporariamente contingentes tarifários sobre carne bovina, reduzir barreiras ambientais para proteção de pastagens com lobos e aumentar empréstimos a pecuaristas via a Agência Federal para Pequenas Empresas.

A notícia contradiz uma declaração anterior de que as ordens seriam assinadas na segunda-feira. A Casa Branca não divulgou comentários nem ficha técnica até o fim do dia, prática comum após assinatura.

As expectativas de maior importação de carne brasileira influenciaram o mercado. Futuros de gado vivo para junho na CME terminam em leve alta, enquanto futuros de gado de corte para agosto recuaram cerca de 0,5%.

Em outubro, Trump já havia flexibilizado regras para carne argentina e, posteriormente, retirado tarifas para carne brasileira. Ainda assim, o cenário de preços não recuou de modo expressivo para os consumidores.

A oferta de carne bovina no país enfrenta pressão elevada. O rebanho americano atingiu o menor nível em 75 anos devido à seca, que reduziu pastagens e aumentou custos com alimentação.

O Departamento de Agricultura projeta recorde de importação de 5,8 bilhões de libras de carne bovina neste ano, cerca de 6% a mais que 2025 e 25% acima de 2024. A maior parte são aparas para a produção de carne moída.

Analistas destacam que importações adicionais podem ajudar a reduzir custos de ingrediente para hamburguerias, mas não garantem queda expressiva nos preços ao consumidor.

Segundo especialistas, mesmo com volumes recordes, o preço da carne bovina continua alto. Em abril houve alta acumulada de 12,1% ante o ano anterior, conforme o índice do CPI.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais