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Nova alta renda imobiliária no Brasil se afasta do eixo RJ-SP

Brasília e Goiânia sobem no ranking de alto padrão, sinalizando mudança no mapa da alta renda imobiliária brasileira

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  • Brasília lidera o ranking de alto padrão pelo segundo trimestre, com Goiânia em terceiro, atrás apenas de São Paulo, destacando a mudança geográfica para o Centro-Oeste.
  • O Índice de Demanda Imobiliária (IDI) Brasil analisa 81 cidades e prioriza demanda real, renda local e dinamismo econômico em vez de apenas lançamentos.
  • O Centro-Oeste ganha destaque como novo polo da alta renda, com Brasília e Goiânia impulsionando o cenário.
  • No segmento médio, São Paulo permanece na liderança, seguido de Curitiba, Goiânia e Brasília, mesmo com juros altos impactando financiamentos.
  • No segmento econômico, Fortaleza assume a liderança, com São Paulo, Curitiba e Goiânia entre os principais mercados.

Brasília e Goiânia lideram a atratividade para negócios voltados ao público de alta renda, segundo o IDI Brasil, que avalia demanda simultaneamente à renda, economia local e mercado de usados. O estudo aponta mudança no mapa tradicional, com foco em dinâmicas regionais acima da oferta.

O índice, criado pelo ecossistema Sienge em parceria com a CBIC, analisa 81 cidades e mede onde há demanda real por imóveis. O objetivo é identificar mercados com absorção consistente, indo além do volume de lançamentos.

Brasília manteve a liderança no segmento de alto padrão pelo segundo trimestre consecutivo, com Goiânia na terceira posição, atrás de São Paulo. O recorte reforça o papel do Centro-Oeste como novo polo de alta renda.

Alto padrão

No corte de renda acima de R$ 24 mil, o ranking também traz Curitiba, Rio de Janeiro e Fortaleza entre os oito primeiros. O estudo destaca que o dinamismo econômico local, incluindo serviços, agronegócio e presença de renda elevada, impulsiona a procura por imóveis premium.

A análise ressalta que São Paulo continua relevante, mas a combinação de renda, emprego e demanda efetiva reconfigura a competição entre mercados. Litros de crédito e políticas públicas influenciam a absorção de lançamentos na região.

Médio padrão

Para famílias com renda entre R$ 12 mil e R$ 24 mil, o segmento tornou-se estratégico. Mesmo com juros altos, cidades com infraestrutura consolidada e qualidade de vida ganham força, alavancando a demanda.

Maringá subiu 10 posições, ficando entre os cinco melhores; Itajaí avançou para a sexta posição; Belo Horizonte saltou para a sétima. São Paulo lidera, seguido por Curitiba e Goiânia.

Econômico

No conjunto econômico, com renda entre R$ 2 mil e R$ 12 mil, Fortaleza lidera o ranking, segunda posição fica com São Paulo, e Curitiba e Goiânia aparecem entre os primeiros.

A presença de programas subsidiados, como o Minha Casa Minha Vida, é apontada como fator de proteção a ambientes de juros elevados. A demanda reprimida em algumas cidades também é destacada como motivadora de novos projetos.

As cidades mais atrativas por faixa de renda

Padrão econômico (R$ 2 mil a R$ 12 mil): Fortaleza, São Paulo, Curitiba, Goiânia, Brasília, Salvador, Aracaju, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro.

Médio padrão (R$ 12 mil a R$ 24 mil): São Paulo, Curitiba, Goiânia, Brasília, Maringá, Itajaí, Belo Horizonte, Rio, Fortaleza, Porto Belo.

Alto padrão (> R$ 24 mil): Brasília, São Paulo, Goiânia, Curitiba, Rio, Fortaleza, Porto Belo, Belo Horizonte, São Luís, Florianópolis.

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