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Frigol mira receita acima de R$7,5 bi em 2027 com exportações além da China

Frigol mira receita superior a R$ 7,5 bi em 2027, expandindo exportações e mirando mercados além da China, com Rondônia acelerando presença nos EUA

CEO Luciano Pascon reassumiu comando do grupo no início de 2025
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  • Frigol projeta superar R$ 7,5 bilhões de receita a partir de 2027, com exportações diversificadas além da China.
  • Receita líquida do primeiro trimestre foi de R$ 999,2 milhões, alta de 2,8% frente ao mesmo período de 2025; lucro líquido de R$ 11,1 milhões.
  • A empresa manteve foco em três frentes: eficiência, pessoas e comercial, para ampliar margens e valor agregado.
  • Exportações responderam por 46% da receita bruta no trimestre, sendo a China o principal destino, mas com crescimento de vendas para Indonésia, Canadá, Filipinas e Europa.
  • Rondônia passou a ser centro estratégico com duas plantas em contrato de industrialização (RioBeef e DistriBoi), ampliando exportações para os EUA e abrindo caminho para futuras habilitações em outros mercados.

A Frigol, quarto maior frigorífico do Brasil, prevê receita superior a R$ 7,5 bilhões a partir de 2027. A projeção combina expansão de exportações e diversificação de mercados, diante das salvaguardas impostas pela China. O objetivo acompanha ajustes no planejamento estratégico.

A empresa revisou o orçamento após firmar parcerias em Rondônia e recalibrar o cenário externo, com foco em maior atuação fora da China. O CEO Luciano Pascon informou que o conselho aprovou esse novo orçamento em abril.

No primeiro trimestre, a Frigol registrou receita líquida de R$ 999,2 milhões, alta de 2,8% ante o 1T de 2025. O lucro líquido ficou em R$ 11,1 milhões, 11 vezes maior que o mesmo período do ano passado. O Ebitda foi de R$ 33,3 milhões, com margem de 3,3%.

Exportações e China

Pascon disse que a empresa ampliou a exposição externa, chegando a 65% da receita mensal com vendas ao exterior em 2025, encerrando o ano com participação próxima de 54%. A China permaneceu como principal destino, mas novos mercados foram incluídos.

No 1T deste ano, as exportações representaram 46% da receita bruta, abaixo de 51% no 1T de 2025. A China teve 64,8% das receitas externas; Israel, Hong Kong e a Europa aparecem entre os demais destinos. A demanda do Sudeste Asiático também cresceu, com alta no volume para Indonésia e Filipinas.

O CEO destacou que a política chinesa não deve se alterar rapidamente. Mudanças estariam condicionadas à avaliação das cotas ao fim do ano. A Frigol ressalta que pretende manter opção de vender para diversos mercados, avaliando preço e rentabilidade.

Rondônia no centro da estratégia

As duas novas plantas em Rondônia operam por meio de contratos com RioBeef e DistriBoi. A Frigol não detém as plantas, mas controla compra de gado, estratégia comercial e venda da carne, enquanto as parceiras ficam com o abate e processamento.

Esse modelo acelerou a expansão na região e abriu caminho para acesso a mercados como os EUA, utilizando habilitações sanitárias das plantas parceiras. A Frigol mantém quatro plantas próprias no país: Lençóis Paulista (SP), Água Azul do Norte (PA), São Félix do Xingu (PA) e Ji-Paraná (RO).

Pascon afirmou que Rondônia facilita o acesso ao mercado americano e ao Canadá, além de aproximar a empresa de uma possível abertura do Japão. O primeiro embarque aos EUA ocorreu em abril, pela planta de Rolim de Moura.

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