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Mercados regionais brasileiros são centrais, não periféricos, afirma Cinelli

Cinelli afirma que mercados regionais são centrais ao crescimento, fortalecem o capital e aproximam empresas de investidores, desconectando o Brasil das capitais

Fernando Cinelli, Fundador e Presidente da Apex, no Brazilian Regional Markets
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  • Fernando Cinelli, fundador da Apex, afirmou que os mercados regionais brasileiros são centrais para o crescimento, em evento em Nova York no dia 11.
  • As “onças brasileiras” são Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás; entre 2002 e 2023 o PIB dessas regiões cresceu em média 2,4% ao ano, frente a 2,2% nacional, e passaram de 31% para 36% da riqueza do país.
  • O Ranking de Competitividade do CLP aponta todas as regiões entre os 10 estados mais competitivos do Brasil.
  • Mato Grosso e Goiás concentram fronteiras agrícolas muito produtivas, com economias locais crescendo entre 7% e 8% ao ano; Minas Gerais avança pela mineração e indústria de base.
  • Parcerias logísticas e industriais no sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) combinam base industrial diversificada e atração de investimentos estrangeiros; Cinelli destaca que capital é confiança, construída com presença local e visão de longo prazo.

Os Mercados Regionais Brasileiros não são periféricos, segundo Fernando Cinelli, fundador e presidente da Apex. Ele discursou durante o evento Brazilian Regional Markets, em Nova York, na segunda-feira (11). O argumento central é que o desenvolvimento sustentável depende de fortalecer esses mercados e de criar infraestrutura que aproxime empresas e investidores fora da capital.

Cinelli afirma que os mercados regionais já são centrais para o crescimento do país e para a formação de capital. Ele defende uma descentralização do mercado de capitais, conectando-o aos polos produtivos reais e favorecendo vínculos de longo prazo entre empreendedores e investidores.

A ideia das onças brasileiras

Apex identifica uma série de estados que crescem acima da média: Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Entre 2002 e 2023, a taxa média de crescimento do PIB dessas regiões foi de 2,4%, ante 2,2% no conjunto nacional.

A participação dessas onças na riqueza do país subiu de 31% para 36% do PIB nesse período. O ganho decorre de um ambiente de negócios com equilíbrio fiscal, segundo o ranking de competitividade do CLP, que aponta que todas as regiões aparecem entre os 10 lugares mais competitivos do Brasil.

Ganhos regionais impulsionados pela atividade produtiva

Mato Grosso e Goiás concentram fronteiras agrícolas entre as mais produtivas do mundo, o que ajuda a sustentar crescimento local entre 7% e 8% ao ano, segundo a Apex. Minas Gerais mobiliza mineração e indústria de base, com reservas estratégicas de minerais críticos, como nióbio e terras raras.

No Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul combinam indústria diversificada com infraestrutura logística, atraindo investimentos estrangeiros. Cinelli ressalta que o avanço depende de fatores além de capital financeiro, destacando a importância da confiança construída por presença local e visão de longo prazo.

Como exemplo, ele citou projetos sociais no Sertão do Semiárido e a cidade de Petrolina para ilustrar o papel da relação entre governos, empresários e comunidades no fortalecimento do ecossistema. A mensagem é de que capital é, em essência, confiança compartilhada.

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