- Economistas elevam a projeção da Selic para 11,25% em 2027, conforme o boletim Focus.
- A inflação deve ficar acima da meta de 3% até 2029, segundo a projeção.
- O repique inflacionário é atribuído à demanda doméstica resilient e a um choque de energia provocado pela guerra no Irã.
- A taxa básica está em 14,5%, e surgem dúvidas sobre espaço para novos cortes ante os estímulos do governo.
- O Focus aponta piora nas expectativas de juros para 2027, em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio.
O boletim Focus divulgado nesta segunda-feira mostra economistas elevando a projeção da Selic para 11,25% ao fim de 2027. A mudança reflete a pressão de inflação causada pela demanda doméstica robusta e por um choque de energia ligado ao conflito no Oriente Médio.
Segundo os ajustes do Focus, a inflação permanece acima da meta de 3% até 2029, o que reduz o espaço para cortes adicionais na taxa básica. A taxa atual é de 14,5%, conforme o estudo, tornando improváveis futuros recuos rápidos.
O aumento das perspectivas para a Selic ocorre em meio a fatores externos e internos. O acquício de estímulos por parte do governo federal e a alta nos preços do petróleo contribuíram para menor eficácia dos juros na contenção da inflação.
A divulgação do Focus envolve dados de instituições financeiras e analistas do mercado, que ajustam previsões diante do cenário macroeconômico. A agenda econômica do Brasil passa a considerar maior volatilidade até o fechamento de 2027.
Contexto econômico
- As expectativas para a trajetória da política monetária refletem a visão de que a inflação pode se manter acima do objetivo até o fim da década.
- Economistas indicam que alterações fiscais e de câmbio também influenciarão o ritmo de ajuste da Selic ao longo dos próximos anos.
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