- A Ambev registrou, no primeiro trimestre, resultado que surpreendeu analistas e sustentou valorização da ação; CFO Guilherme Fleury afirma que é o “primeiro passo” para um 2026 positivo, com Copa do Mundo e feriados ajudando o desempenho.
- O volume de cerveja no Brasil cresceu 1,2% no período, puxado por ganho de participação de mercado e recomposição de estoques após dezembro forte; a recuperação não foi por aumento de estoques no canal.
- As marcas de alto valor (Stella Artois, Spaten, Corona e Original) aceleraram acima de 20% no trimestre, enquanto o “core” (segmento de menor renda) apresentou queda de um dígito baixo; a empresa aposta em fortalecer o core para sustentar inovação.
- Inovações no portfólio incluem opções sem álcool e com baixo teor calórico, como Skol Zero Zero, que tem recebido boa aceitação no Sul e Sudeste, além de crescimento de 70% em bebidas sem álcool no trimestre.
- Em relação aos custos, a companhia busca equilíbrio entre proteção de crescimento da categoria e rentabilidade, destacando ganhos de produtividade industrial como caminho para reduzir a dependência de repasses de preços.
A Ambev apresentou no primeiro trimestre resultados que surpreenderam analistas, com crescimento de volume de cerveja superior ao consenso. A valorização das ações ocorreu na última terça-feira, refletindo a percepção de início de recuperação após 2025 desafiador.
O CFO Guilherme Fleury afirmou que o desempenho do começo do ano representa um “primeiro passo relevante” para um 2026 positivo. O executivo destacou um portfólio fortalecido e disciplina na alocação de recursos como elementos-chave do momento.
A empresa argumenta que o ganho de participação de mercado e a recomposição de estoques contribuíram para o aumento de 1,2% no volume de cerveja no Brasil, apesar de não ter havido acumulação de estoques no canal no trimestre.
Segundo Fleury, o desempenho do primeiro trimestre não reflete apenas estoques requisitados para a Copa do Mundo. O canal deverá registrar movimentos de estoques no segundo e terceiro trimestres, em função do evento.
O executivo ressaltou que o crescimento foi puxado principalmente por marcas de alto valor, como Stella Artois, Spaten, Corona e Original, com variações superiores a 20% no trimestre. As marcas do core registraram queda de baixa magnitude.
A Ambev reconhece a necessidade de fortalecer o core para sustentar a inovação. Entre as apostas estão bebidas sem álcool, estilos com menos calorias e opções como drinks prontos. A Skol Zero Zero é citada como exemplo de lançamento no mercado.
No portfólio sem álcool, a empresa reportou crescimento expressivo no trimestre, com destaques para Stella Pure Gold, Michelob Ultra e Corona Cero. A direção aponta que esse segmento representa oportunidades de expansão.
Sobre custos e preços, Fleury indicou cautela ao discutir o repasse de aumentos de custos aos consumidores. A estratégia envolve equilíbrio entre crescimento da categoria, rentabilidade e ganhos de produtividade industrial.
A empresa ressalta que a produtividade pode reduzir a dependência de reajustes de preço, mantendo o foco na ampliação da participação de mercado sem comprometer margens. A projeção para o segundo semestre continua dependente de fatores macro e da demanda.
Desempenho recente e cenário futuro
O resultado do trimestre ficou acima do consenso, com a avaliação de que o desempenho abre espaço para resultados positivos em 2026. A visão é de um ano com Copa do Mundo, calendário de feriados mais intenso e clima menos desfavorável para o setor.
Estratégia de portfólio e inovação
A Ambev aponta para uma estratégia de portfólio mais bem alinhada, com foco em marcas fortes e em iniciativas de inovação em bebidas não alcoólicas, bebidas com baixo teor calórico e produtos prontos para consumo.
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