- Funcionários do Departamento de Comércio disseram, em dezembro, que a Jaguar Land Rover poderia ter transferido a produção para fora do Reino Unido sem o subsídio de £ 380 milhões à Agratas, empresa de baterias do grupo Tata.
- Documentos de ajuda estatal indicam que a JLR poderia ter provocado um êxodo da indústria automotiva britânica sem esse apoio público.
- O investimento total na gigafábrica em Somerset subiu para £ 5,2 bilhões, frente £ 4 bilhões anunciados originalmente em 2023.
- O governo argumentou que, sem o subsídio, a Agratas poderia escolher uma fábrica na Espanha, o que tornaria mais barato produzir carros elétricos perto da planta de baterias.
- A JLR emprega 33 mil pessoas no Reino Unido; a empresa afirma manter a fabricação no país e que não sugeriu transferir produção para a Espanha durante as discussões sobre a gigafábrica.
Jaguar Land Rover teria avaliado transferir a produção de veículos para fora do Reino Unido e reduzir empregos caso não recebesse o subsídio de 380 milhões de libras destinado à Agratas, empresa parceira de baterias. Essas informações surgiram em documentos oficiais obtidos pela imprensa.
Segundo o Departamento de Comércio e Comércio (DBT), oficiais alertaram, em dezembro, que a maior empregadora automotiva britânica poderia desencadear um êxodo da indústria local, caso não recebesse o apoio financeiro. O material foi produzido para a CMA, órgão regulador de concorrência.
A investigação revela que o investimento total na fábrica de baterias subiu para 5,2 bilhões de libras, ante 4 bilhões anunciados em 2023. Conselho aponta que, sem subsídio, a Agratas poderia instalar a fábrica na Espanha, encarecendo a produção local.
Contexto regulatório
O documento enfatiza que o custo relativo para produzir perto da planta na Espanha poderia pressionar a JLR a realocar produção, impactando a cadeia de fornecimento no Reino Unido e provocando perdas de empregos.
A JLR emprega cerca de 33 mil pessoas no Reino Unido, com fábricas em Solihull (West Midlands) e Halewood (Merseyside). A marca Range Rover é um dos principais símbolos da produção britânica.
Reações e posicionamentos
A JLR afirmou que mantém o compromisso de fabricar no Reino Unido e negou a ideia de transferir produção para a Espanha durante as negociações sobre a gigafábrica. A indústria viu a discussão como relevante para o futuro da manufatura local.
A CMA indicou, em relatório, que a avaliação deveria apresentar mais embasamento para sustentar a possibilidade de realocação de produção. O órgão também mencionou incertezas sobre a viabilidade do cenário apresentado.
Um sindicalista da Unite, que representa trabalhadores da JLR, ressaltou o papel do governo em apoiar a indústria automotiva britânica. Executivos da JLR já destacaram o compromisso com o Reino Unido, mesmo com operações em outros países.
O governo informou que o subsídio de 380 milhões de libras a Agratas busca aumentar a produção de baterias no país e manter o Reino Unido na linha de frente da transição para veículos zero emissão. A Agratas não comentou.
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