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Impostos sobre trabalhadores no Reino Unido sobem rápido entre ricos, OECD

OECD aponta alta mais rápida de impostos sobre o trabalho no Reino Unido em 2025, levando o tax wedge a 32.4%

Workers cross London Bridge
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  • Segundo a OCDE, os impostos sobre o trabalho na Grã-Bretanha aumentaram mais rápido entre as economias mais ricas no ano passado, chegando a 32,4% da renda em 2025.
  • O acréscimo foi de 2,45 pontos percentuais em relação a 2024, o maior salto entre os 38 membros ricos.
  • A alta foi ligada ao orçamento de outono de 2024, com o aumento das contribuições patronais para a seguridade social e ao efeito de dragagem fiscal.
  • Seguiram-se aumentos significativos na Estônia (1,95 p.p.), Alemanha (1,34 p.p.) e Israel (1,09 p.p.), entre os maiores no grupo.
  • Mesmo com o crescimento, o Reino Unido permaneceu abaixo da média da OCDE, de 35,1%, com a taxa variando entre zero em Colômbia e 52,5% na Bélgica.

A Grã-Bretanha registrou o maior aumento de impostos sobre o trabalho entre as economias mais ricas no ano passado, segundo a OCDE. A chamada tax wedge subiu para 32,4% da renda em 2025, informou o organismo.

A alta decorre, em parte, do orçamento de outono de 2024, quando a chancellor Rachel Reeves elevou as contribuições para a seguridade social pagas por empregadores. O ajuste também aumentou o efeito de drag fiscal.

Entre os 38 membros da OCDE, 24 países apontaram alta na tax wedge no último ano, 11 reduziram e 3 permaneceram estáveis. A subida britânica ficou acima de 2,4 pontos percentuais.

Apesar do aumento, o Reino Unido ainda fica abaixo da média da OCDE, de 35,1% no total de impostos sobre o trabalho. Em alguns países, como a Bélgica, a taxa é bem mais alta, chegando a 52,5%.

Segundo a OCDE, o movimento britânico foi o maior entre 2025 no clube das economias desenvolvidas, com o NIC dos empregadores entre os componentes considerados. A análise soma impostos sobre trabalho de empregados e empregadores menos benefícios recebidos.

A OCDE aponta que a ampliação ocorreu mesmo com promessa do governo de evitar altas tributação sobre trabalhadores, o que envolve ajustes em políticas fiscais e de renda. O impacto é sentido ao ampliar a parcela de renda destinada aos tributos.

Outras nações registraram aumentos relevantes. Estônia, Alemanha e Israel também viram avanços de até 1,95; 1,34 e 1,09 ponto percentual, respectivamente, no mesmo período.

Organismos internacionais têm destacado que, mesmo com o crescimento, a carga tributária sobre o trabalho na Inglaterra permanece menor que a média de países ricos. A composição inclui impostos sobre trabalho paga por empregadores e empregados.

A situação ocorre em meio a previsões de que custos elevados e choques econômicos decorrentes de conflitos internacionais podem pressionar ainda mais o emprego e a arrecadação. Dados do FMI sinalizam provável aumento de impostos na região.

Além disso, a taxa de desemprego do país reagiu com altas desde a troca de governo, apresentando queda recente, mas ainda acima de níveis pré-eleitorais, o que reflete efeitos da política fiscal sobre o mercado de trabalho.

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