- Gigantes do café lançam a Coffee Canopy Partnership para mapear fazendas globalmente usando dados de satélite, inteligência artificial e verificação no local, com o objetivo de identificar a produção.
- O projeto busca ajudar o setor a cumprir o Regulamento de Desmatamento da União Europeia, que entra em vigor em trinta de dezembro.
- O piloto inicial cobrirá cerca de 1,2 milhão de quilômetros quadrados de áreas de café na África Oriental, incluindo Etiópia, Uganda e Quênia, com expansão global prevista para 2027.
- Os dados serão integrados aos mapas florestais da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) usados pelos reguladores da UE, buscando uma única fonte de verdade.
- Participam da iniciativa empresas como JDE Peet’s, Louis Dreyfus, Sucafina e Neumann Kaffee Gruppe, em um movimento maior de sustentabilidade entre traders de commodities.
A iniciativa Coffee Canopy Partnership reúne grandes traders e torrefadores de café para mapear fazendas ao redor do mundo, com o objetivo de combater o desmatamento e ajudar o setor a cumprir o Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR). O projeto utiliza dados de satélite, inteligência artificial e verificação in loco, com mapa público para acesso de agricultores, governos e a cadeia cafeeira.
Entre as empresas envolvidas estão JDE Peet’s, Louis Dreyfus, Sucafina e Neumann Kaffee Gruppe. O objetivo é identificar onde o café é produzido e melhorar a rastreabilidade para evitar desmatamento associado às importações. A iniciativa surge em meio a críticas sobre a preparação para a EUDR, que entra em vigor em 30 de dezembro.
Detalhes do piloto e expansão
O projeto começa com um piloto que cobrirá aproximadamente 1,2 milhão de quilômetros quadrados de áreas de café na África Oriental, incluindo Etiópia, Uganda e Quênia. A meta é chegar a uma cobertura global em 2027, com expansão financiada pelo setor e por investidores institucionais.
Os dados do mapeamento serão integrados aos mapas florestais da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, usados pelos reguladores da UE. Laurent Sagarra, vice-presidente de engajamento da JDE Peet’s, observa que é essencial ter uma única fonte confiável para o mapa florestal utilizado na verificação do café.
Contexto e impactos
A parceria reflete uma tendência de cooperação entre traders para abordar riscos de sustentabilidade de forma coletiva, diante de iniciativas fragmentadas. Atualmente, conjuntos de dados costumam classificar erroneamente café sombreado como floresta, o que pode excluir produtores conformes.
Segundo a equipe, o mapeamento de todos os lotes de café é um esforço amplo, que exige colaboração entre empresas, governos e comunidades locais. O objetivo é melhorar a conformidade regulatória e reduzir o desmatamento relacionado às cadeias de suprimento.
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