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Goldman Sachs vê queda do cobre com bloqueio prolongado de Ormuz

Goldman Sachs revisa projeção do cobre e vê risco de queda se o bloqueio de Ormuz persistir, com desaceleração global pressionando a demanda por metais

Os preços do cobre já caíram cerca de 7% desde que os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã.
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  • Goldman Sachs alerta que o cobre pode recuar se o Estreito de Ormuz permanecer bloqueado e se a economia global fraquejar, elevando os preços de energia e freando o crescimento.
  • Os analistas reduziram a projeção média do cobre neste ano para US$ 12.650 por tonelada, ante US$ 12.850 anteriormente.
  • A visão base é de reabertura do estreito a partir de meados de abril, mas o cobre já é negociado acima de seu valor justo estimado, em torno de US$ 11.100 por tonelada.
  • Os preços do cobre caíram cerca de sete por cento desde ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, com suporte vindo de um mercado fora dos EUA e de estoque estratégico.
  • O metal ainda enfrenta impulso de outros metais básicos, mas pode perder esse impulso se a perspectiva econômica global se deteriorar e investidores reduzirem o risco.

O cobre pode recuar caso o Estreito de Ormuz permaneça bloqueado por mais tempo do que o previsto, alertam analistas do Goldman Sachs. A prática ameaça elevar os preços da energia e frear o crescimento global, impactando a demanda por metais.

Segundo a instituição, o cenário base aponta a reabertura do estreito a partir de meados de abril, mas o metal já negocia acima do valor justo estimado em cerca de US$ 11.100 por tonelada. A incerteza geopolítica sustenta a cautela.

O grupo citou Aurelia Waltham entre os analistas ao destacar riscos de curto prazo inclinados ao lado negativo, caso fluxos permaneçam interrompidos. A avaliação acompanha o ambiente de volatilidade ligado a tensões entre EUA e Irã.

Contexto e impactos

A notícia de pressão no cobre ocorre em meio a um avanço dos preços do petróleo e gás, que pressiona o crescimento econômico e torna menos favorável a demanda por commodities industriais. O cenário geopolítico continua a movimentar o mercado.

O Goldman Sachs reduziu a projeção básica para o cobre neste ano para uma média de US$ 12.650 por tonelada, frente a US$ 12.850 estimados anteriormente. O preço atual do cobre é de cerca de US$ 12.400 por tonelada, com leve alta.

Perspectivas de mercado e fatores adicionais

O cobre recebe algum apoio de um mercado restrito fora dos EUA e de perspectivas de estocagem estratégica, mas esses fatores podem perder relevância em um cenário econômico global desfavorável, dizem os analistas. O metal já caiu aproximadamente 7% desde ataques dos EUA e de Israel contra o Irã. Fonte: Bloomberg.

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