- Futuros dos EUA sobem, com o S&P 500 avançando 0,1%, enquanto investidores aguardam o prazo de Trump para um acordo com o Irã, com foco no Estreito de Ormuz.
- Trump ameaçou destruir infraestrutura iraniana caso não haja acordo; ainda não há um catalisador claro para mudar o sentimento do mercado.
- Brent ficou próximo de US$ 110 por barril, e o dólar caiu cerca de 0,2%; rendimentos de Treasuries de 10 anos permaneceram em 4,33%.
- Ouro subiu aproximadamente 0,7%, cotado em cerca de US$ 4.680 a onça, diante da escalada geopolítica na região.
- A tensão no Oriente Médio continua, com o Irã lançando mísseis balísticos e drones contra a Arábia Saudita e Israel relatando novos ataques iranianos, alimentando a volatilidade.
Os futuros das ações dos EUA subiram nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, enquanto investidores esperam o prazo de Donald Trump para um possível acordo de paz com o Irã. O foco está no Estreito de Ormuz e nos impactos da tensão na região. O S&P 500 avançou 0,1% e o Stoxx 600 da Europa ganhou 0,6%. O Brent ficou perto de US$ 110 por barril e o dólar recuou 0,2%.
Ainda sem sinal claro de acordo, o mercado reage com cautela diante do prazo que expira às 20h, horário de Washington. A tensão geopolítica aumenta a volatilidade e pode favorecer cenários de adiamento diplomático, segundo analistas. A perspectiva de novo atraso permeia o sentimento financeiro.
Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos ficaram estáveis em 4,33%. O ouro teve alta de cerca de 0,7%, cotado em torno de US$ 4.680 a onça. A região continua sob pressão pela escalada entre EUA e Irã, com impactos sobre o petróleo e os setores relevantes para a economia global.
Mercados sob tensão na região
A atuação iraniana no Golfo persiste, mesmo com o ultimato norte-americano para cessar-fogo. Autoridades dos EUA sinalizam possibilidade de destruição de infraestrutura iraniana caso não haja acordo, enquanto Teerã sinaliza retaliação e mantém restrições no Estreito de Ormuz.
O mercado de petróleo mostra volatilidade acentuada: prêmios para entrega imediata estão altos, e o Brent chegou a superar US$ 140 por barril em momentos de maior tensão, o que não ocorria desde 2008. O cenário eleva custos de energia e preocupa o crescimento global.
Outros destaques da manhã incluem a avaliação de risco no setor de cobre, com o Goldman Sachs destacando vulnerabilidade caso o bloqueio do Estreito de Ormuz persista. O metal acumula queda relevante diante da piora das condições de suprimento energético.
Além disso, a Air India anunciou a renúncia do CEO Campbell Wilson, em meio a prejuízos e dificuldades operacionais ligadas à fusão com a Vistara, custos elevados e pressões externas, como combustível caro e restrições no contexto de conflito no Oriente Médio.
As informações são da Bloomberg News, com atualização de mercados e análises para leitores globais.
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