- O Brasil está sondando investidores e pode emitir títulos em euros pela primeira vez desde 2014, dependendo das condições de mercado.
- Bancos contratados para organizar reuniões de renda fixa a partir de 7 de abril foram BBVA, BNP Paribas, BofA Securities e UBS Investment Bank.
- O Brasil será representado pelo secretário do Tesouro, Daniel Leal, e por Helano Dias, Coordenador-Geral de Operações da Dívida Pública.
- Se ocorrer, a emissão em euros viria após o recorde de US$ 11 bilhões emitidos em 2025 e pode ajudar a criar uma curva de referência em euros para a dívida corporativa.
- O governo já sinalizou planos de emitir títulos soberanos em euros e em yuan neste ano, em meio a uma demanda global por diversificação em relação ao dólar.
O Brasil tem atraído o interesse de investidores enquanto avalia retornar aos mercados globais de dívida, com possível emissão denominada em euros no radar. Bancos contratados para organizar a rodada de reuniões são BBVA, BNP Paribas, BofA Securities e UBS Investment Bank, segundo fontes próximas ao assunto ouvidas pela Bloomberg News. O objetivo é sondar demanda antes de qualquer etapa de captação em euros.
As reuniões com investidores de renda fixa devem começar a partir de 7 de abril, com participação do governo brasileiro. O Brasil será representado pelo secretário do Tesouro, Daniel Leal, ao lado de Helano Dias, Coordenador-Geral de Operações da Dívida Pública, informou a fonte. A possibilidade de emissão em euros dependerá das condições de mercado.
#### Potencial emissão em euro e contexto
Caso se confirme, tratar-se-ia da primeira emissão em euros desde 2014, segundo o Tesouro Nacional. O movimento antecede um eventual volume recente de captação externa do país, com US$ 11 bilhões emitidos em 2025, o maior montante anual desde pelo menos 2000. O governo também sinaliza avançar com uma curva de referência em euros para dívida corporativa local.
#### Tendência de mercados emergentes
Em linhas gerais, emissores de mercados emergentes recorrem ao mercado em euros para diversificar a dependência do dólar, ampliando a base de investidores. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia indicado no fim do mês passado que o governo lançaria títulos soberanos em euros e yuan ainda neste ano.
#### Panorama político e rating de crédito
O movimento ocorre diante de atenção de investidores às eleições de outubro, que podem indicar o futuro cenário de governo. O Brasil tem avaliação Ba1 pela Moody’s, e BB pela Fitch e pela S&P Global Ratings, distantes do grau de investimento. As avaliações influenciam a percepção de risco e o apetite por emissões internacionais.
Fonte: Bloomberg News.
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