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Bloqueio em Ormuz gera oportunidade bilionária para mineradora de carvão dos EUA

Bloqueio de Ormuz impulsiona demanda global por carvão, elevando lucros e expansão da Peabody Energy.

Jim Grech, CEO da Peabody Energy, maior mineradora de carvão dos Estados Unidos
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  • Carregamentos de petróleo e gás retidos no Estreito de Ormuz motivam países a reverter ao carvão; compradores na Ásia, como Japão, Coreia do Sul e Taiwan, solicitam mais fornecimento à Peabody Energy.
  • A empresa opera minas na Austrália: Wilpinjong (expansão que deve chegar a 10 milhões de toneladas por ano até 2030), Wambo (3,5 milhões de t/ano, em joint venture com a Glencore) e Centurion; quase todo o carvão australiano vai para usinas na Ásia.
  • O movimento elevou os preços do carvão, com projeção de até US$ 200 por tonelada se o bloqueio se estender; os preços globais de GNL também subiram significativamente.
  • A Peabody registrou receita de US$ 3,8 bilhões em 2025, EBITDA de US$ 455 milhões; para este ano, a projeção é de venda em torno de US$ 4,6 bilhões e EBITDA de até US$ 870 milhões, com valorização recente das ações.
  • Em Wyoming, a mina North Antelope Rochelle tem grande potencial, mas exportação ainda é inviável; planos de terminais em Seattle e Guaymas seguem em andamento, com destaque para possibilidades de ampliar as exportações.

Com o Estreito de Ormuz bloqueado, o fluxo de petróleo e gás natural fica comprometido, levando países a recorrer ao carvão. A maior mineradora dos EUA, Peabody Energy, registra ganhos com a mudança na matriz energética global.

Executivos da Peabody afirmam que clientes do Japão, Coreia do Sul e Taiwan demandam mais carvão para evitar quedas de fornecimento, substituindo o gás natural pela geração elétrica. A empresa opera minas na Austrália, com capacidade limitada para aumentar rapidamente.

A Peabody já planeja expansão de longo prazo na Austrália: Wilpinjong deve chegar a 10 milhões de toneladas por ano até 2030, enquanto Wilpinjong e Wambo somam milhões adicionais. Quase todo o carvão exportado vai para a Ásia, ajudando a receita.

Contexto de mercado e demanda

Com o embargo ao gás natural e incertezas sobre o fornecimento, o carvão volta a ganhar espaço na matriz energética regional. Analistas apontam aumento de preços do carvão e maior volatividade nas cotações globais.

O Catar sinaliza que exportações de GNL podem demorar para se normalizar, elevando preços de carvão para cerca de US$ 150 a tonelada. Especialistas projetam que, se o conflito persistir, o carvão pode chegar a US$ 200 por tonelada, mantendo custos relativos atrativos frente ao GNL.

Desempenho financeiro e estratégia da empresa

Nos resultados de 2025, a Peabody registrou receita de US$ 3,8 bilhões e EBITDA de US$ 455 milhões. Este ano, o mercado projeta vendas acima de US$ 4,6 bilhões, com EBITDA próximo de US$ 870 milhões. O lucro por ação pode chegar a US$ 2,39.

As ações da Peabody tiveram valorização expressiva, com alta de 130% no último ano e 400% desde a chegada de Jim Grech à empresa. A estratégia tem priorizado o carvão metalúrgico na Austrália, mesmo com tentativas anteriores de aquisição de minas.

Perspectivas de produção e exportação

A mina North Antelope Rochelle, em Wyoming, é a maior do país por volume, mas ainda não atinge seu potencial. A produção ficou em torno de 80 milhões de toneladas, aquém das 100 milhões de um década atrás, limitando exportações.

Projetos portuários tentam viabilizar exportações de Wyoming, com planos em Seattle, Oakland e Guaymas. A meta é ampliar a capacidade para cerca de 30 milhões de toneladas anuais, fortalecendo o papel do carvão no mercado global diante de incertezas energéticas.

Observação final

A Peabody ressalta que, em cenários de demanda aquecida, a receita acompanha a volatilidade de preços. A empresa vê espaço para ganhos adicionais à medida que a demanda asiática se reabastece e a produção em Wyoming se torna mais competitiva, fortalecendo o portfólio no curto e médio prazo.

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