- Senadores dos Estados Unidos criticam a Ticketmaster por aumentar tarifas de ingressos após exigência de mostrar preços completos, segundo relatório do Guardian.
- A Comissão Federal de Comércio (FTC) passou a exigir o all-in pricing em maio de 2025, levando a Ticketmaster a eliminar a taxa de processamento de pedido no final da compra.
- Documentos obtidos pelo Guardian mostram que a empresa elevou outras tarifas para não perder dinheiro, mesmo com a divulgação total dos preços.
- Richard Blumenthal, senador democrata, afirmou que a Ticketmaster parece achar que tem carta branca para burlar leis de proteção ao consumidor e antitruste.
- Há um processo federal em curso sobre se a Ticketmaster opera um monopólio ilegal na indústria de música ao vivo; o Departamento de Justiça fechou acordo com a Live Nation, gerando resistência entre governos estaduais.
Os senadores dos EUA criticaram a Ticketmaster por aumentar taxas de ingresso após o endurecimento da fiscalização de cobranças ocultas. O recuo ocorreu após um relatório do Guardian revelar como a empresa elevou encargos para não perder receita. A FTC já exigia, desde maio do ano passado, a divulgação integral de preços.
Segundo os registros públicos obtidos pela imprensa, a Ticketmaster suprimiu a taxa de processamento de pedidos, para cumprir a regra de preço tudo-em-um, mas aumentou outras taxas para compensar perdas. Reguladores afirmam que tais práticas podem violar leis de proteção ao consumidor.
Richard Blumenthal, senador democrata por Connecticut, afirmou que a empresa parece ter um “passivo isento” para ignorar leis antitruste. Ele defende que a FTC escolha entre proteger consumidores ou ceder a lobistas da Ticketmaster.
Contexto regulatório e postura da empresa
A FTC processou a Ticketmaster e a Live Nation, em setembro do ano passado, por cobrar taxas até o fim da transação. A empresa diz cumprir o regime de preços.
Blumenthal lidera um subcomitê de investigações e publicou relatório anterior mostrando pressões para vender ingressos na revenda antes do público geral, além de ampliar preços dinâmicos que elevam custos para fãs.
Um processo federal em curso analisa se a Ticketmaster atua como monopólio ilegal no setor de shows ao vivo. A empresa nega a posição de monopólio e sustenta conformidade com as regras.
Avanços recentes e desdobramentos legais
Uma semana após o início do processo, o Departamento de Justiça fechou um acordo com a Live Nation, o que provocou críticas de legisladores. Mais de 30 estados continuaram com ações judiciais independentes.
Elizabeth Warren, senadora democrata de Massachusetts, criticou o acordo, afirmando que é um indício da necessidade de desmembrar a Ticketmaster. Ela destacou que grandes monopólios costumam desrespeitar a lei.
Entre na conversa da comunidade