- Riot sold 3.778 BTC no primeiro trimestre de 2026, receita de 289,5 milhões de dólares, frente à produção de 1.473 BTC no mesmo período (aproximadamente 2,6 vezes).
- O saldo de BTC encerrou o trimestre em 15.680, queda de 18% em relação aos 18.005 BTC ao final de 2025.
- A Arkham apontou saída adicional de 500 BTC de uma carteira associada à Riot, sugerindo que as vendas continuaram após o fim do Q1.
- A empresa intensifica o foco em colocation de computação de alto desempenho, além de minerar, com custo de energia all-in caindo 21% na comparação anual, para 3,0 ¢/kWh.
- O hashrate instalado cresceu 26% (a 42,5 EH/s) e a Riot gerou 21,0 milhões de dólares em créditos de energia no trimestre.
Riot Platforms vendeu 3.778 Bitcoins no 1T de 2026, gerando US$ 289,5 milhões. A operação supera em 2,6 vezes a produção trimestral de 1.473 BTC no mesmo período. A empresa encerrou o trimestre com 15.680 BTC em carteira, queda de 18% ante 18.005 estimados ao fim de 2025.
A diferença entre o que a Riot minerou e o que vendeu exige explicação. A Arkham apontou uma saída adicional de 500 BTC de uma carteira ligada à Riot, sugerindo que as vendas continuaram após o fim do 1T.
A Riot está intensificando a focalização em colocation de computação de alto desempenho, movendo-se de apenas mineração para hospedagem de infraestrutura. A mudança envolve capital e explica parte do ritmo acelerado de liquidação.
Dados-chave do 1T 2026
- Vendas de 3.778 BTC geraram US$ 289,5 milhões; produção foi de 1.473 BTC.
- Carteira de BTC caiu 18% no trimestre, de 18.005 para 15.680 BTC.
- Custo total de energia caiu 21% na comparação anual, para 3,0¢/kWh.
- Hash rate instalado aumentou 26% para 42,5 EH/s.
- Créditos de energia somaram US$ 21,0 milhões, mais do que dobraram em relação ao ano anterior.
Contexto de mercado e desdobramentos
O setor registrou venda forte de BTC por mineradores, com MARA Holdings, Genius Group e Nakamoto Holdings somando 15.501 BTC na última semana. A queda de dificuldade de mineração acompanhou a saída de operações menores, beneficiando concorrentes mais eficientes.
Especialistas apontam que a Riot não apenas cobre custos, mas investe em infraestrutura. A empresa divulgou também ganhos com créditos de energia, utilizando acordos renováveis e serviços de rede para compensar despesas.
Perspectivas e leitura de cenário
Caso o preço do Bitcoin se mantenha abaixo de níveis recentes, a Riot pode manter o ritmo de liquidação para financiar expansão de hash rate ou infraestrutura, segundo avaliadores. Se o preço se recuperar, a estratégia pode se ajustar para evitar novas reduções acentuadas na tesouraria.
A queda recente da demanda institucional para ETFs e o ambiente de custos elevados seguem influenciando a dinâmica de liquidez dos mineradores e o comportamento de tesouraria das empresas do setor.
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