- O Banco Central mantém a agenda evolutiva do PIX e prepara novidades para a ferramenta de transferências em tempo real.
- Em 2025, o PIX atingiu recorde de uso, com R$ 35,36 trilhões em transferências, destacando a inclusão de milhões de pessoas no sistema financeiro.
- Entre as novidades em estudo estão cobrança híbrida com QR code, duplicata via PIX para antecipação de recebíveis e split tributário para pagamento de impostos em tempo real; também há a ideia de ampliar o uso do PIX por aproximação, inclusive offline.
- Também estão previstas para 2027 ações como o PIX internacional, com pagamentos transfronteiriços mais estruturados, conectando sistemas de pagamentos instantâneos entre países.
- O Banco Central acompanha a proposta do PIX Parcelado, buscando padronizar regras para expandir o acesso a crédito, especialmente para quem não tem cartão de crédito, sem prazo definido para implementação.
O Banco Central trabalha em novidades para o PIX, a plataforma de transferências em tempo real lançada em 2020. A agenda evolutiva busca ampliar usos, reduzir custos e tornar o sistema ainda mais presente no cotidiano financeiro.
Nesta quarta-feira, o tema ganhou destaque internacional após críticas de Donald Trump, que afirmou que o PIX prejudica as grandes operadoras de cartão. Do lado brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu afirmando que o governo não será levado a alterar o PIX pelo que chama de avaliação externa.
Lula participou de evento em Salvador e enfatizou que o PIX é do Brasil e não será modificado por pressões externas. O chefe de Estado ainda sinalizou a possibilidade de aprimoramentos para atender, segundo ele, às necessidades de homens e mulheres que usam a ferramenta.
Números do PIX mostram o peso da plataforma. Em 2024, o sistema movimentou cerca de 35,36 trilhões de reais, registrando recorde. O crédito de uso amplo pela população é apontado como impulso para a inclusão financeira de milhões de brasileiros.
Em novembro de 2025, ao completar cinco anos, o PIX já apresentava avanço significativo na inclusão de adultos no sistema financeiro. Autoridades do BC destacaram que grande parcela da população passou a usar contas digitais para pagar serviços, após a adoção do PIX.
Evolução do PIX nos últimos anos
O PIX Cobrança passou a substituir boletos em muitos contextos, com recebimentos mais rápidos e conciliação automática. O PIX Saque e PIX Troco descentralizam o acesso ao dinheiro, ampliando pontos de saque e reduzindo custos para o comércio.
O PIX Agendado facilita pagamentos periódicos, útil para empregadores e profissionais liberais. O PIX por Aproximação trouxe pagamentos por aproximação, inicialmente via Android, aproximando a experiência de pagamentos presenciais.
O PIX Automático democratizou cobranças recorrentes, facilitando operações contínuas. A integração com o Open Finance ampliou o alcance de pagamentos em plataformas diversas, sobretudo online e por celular.
Novidades em estudo e possibilidades futuras
Entre as propostas em estudo, está a Cobrança Híbrida, com pagamento por QR code que também pode usar boleto, com obrigatoriedade prevista a partir de novembro deste ano. Outra frente é a Duplicata, para pagamento de títulos de crédito via PIX, visando reduzir custos operacionais.
O Split tributário também está em estudo para alinhar o PIX ao sistema de pagamento de impostos em tempo real, preparado pela Receita Federal. A ideia é que a CBS (tributo sobre consumo) passe a ser quitada no ato da compra, por meio eletrônico, a partir de 2027.
Prevê-se ainda o PIX internacional, com maior integração entre países para pagamentos transfronteiriços. A intenção é ampliar o uso em comércio exterior, conectando sistemas de pagamento instantâneo.
Há ainda projetos para o PIX em garantia, permitindo que trabalhadores autônomos ofereçam recebíveis futuros como garantia de crédito, facilitando empréstimos e reduzindo juros. Por fim, o modelo offline de pagamento por aproximação também está em avaliação, mesmo sem conexão contínua do dispositivo.
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