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Eleitor endividado é desafio para Lula

Crédito fácil e juros altos elevam endividamento e inadimplência, pressionando economia e governo Lula

Presidente Lula durante entregas do novo PAC na área de mobilidade urbana em Salvador
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  • Serasa indica que, no início de 2026, o Brasil tinha 81,3 milhões de inadimplentes, metade da população adulta.
  • O endividamento cresce com crédito caro: rotativo do cartão de crédito com juros médios próximos de 450% ao ano e consignado para trabalhadores do setor privado perto de 60% ao ano.
  • Em 2025, as dívidas respondem por consumo básico, com contas de água, luz e gás representando 22% das inadimplências; 17 milhões ficaram com a luz cortada em 2025.
  • O aumento da oferta de crédito, especialmente de modalidades caras, gera primeiro mais endividamento e, depois, mais inadimplência, em um ciclo que se acelera entre 2022 e 2025.
  • O Programa Desenrola Brasil ajudou na renegociação de dívidas, mas o efeito foi temporário e abriu espaço para novas renegociações e endividamento.

Nos últimos anos, o Brasil vive maior endividamento das famílias, com crédito mais acessível e juros elevados. Em 2025, a oferta de crédito explodiu, especialmente rotativo do cartão e consignado, pressionando dívidas de consumidores.

A leitura de especialistas aponta dinâmica de oferta predatória: crédito rápido favorece o endividamento, que só depois vira inadimplência. Serasa registra 81,3 milhões de inadimplentes em 2026, metade da população adulta.

Cada inadimplente tinha em média 4,02 dívidas, com valor médio por dívida de R$ 1,6 mil e dívida total de R$ 6.453,29 por CPF. Já as contas básicas pesam cada vez mais sobre os débitos em atraso.

As faturas de água, luz e gás representaram 22% das dívidas em atraso em jan/2026. Em 2025, 17 milhões de consumidores tiveram o serviço de energia interrompido por falta de pagamento.

O crédito rotativo do cartão cresceu cerca de 35% e o consignado para trabalhadores privados aumentou mais de 90% no período. Juros do rotativo chegaram a quase 450% ao ano; o consignado ficou próximo de 60% ao ano.

No período recente, o mercado de crédito mostrou pico de concessões em 2025-2026 e, em seguida, sinais de acomodação. A média móvel de 12 meses permanece elevada, sugerindo continuidade do peso de dívida no curto prazo.

A redução do aperto financeiro depende de fatores além do emprego, como a relação entre crédito disponível e inadimplência. O programa Desenrola Brasil ajudou renegociar dívidas, mas elevou a reincidência de endividamento em parte da população.

O tema é explorado no podcast A Hora, da equipe do UOL, com Thais Bilenky e José Roberto de Toledo. O episódio analisa impactos da alta oferta de crédito e o papel de políticas públicas na contenção da inadimplência.

Especialistas destacam também a importância de medidas que tornem o crédito mais responsável, evitando que famílias entrem em ciclos de endividamento com juros abusivos. O tema já é referência na agenda econômica recente.

Essa leitura conjuntural mostra por que, mesmo com PIB em crescimento e desemprego baixo, boa parte da população sente aperto financeiro. O problema envolve renda, crédito e custo da dívida a longo prazo.

A Hora enfatiza que a dívida não é apenas financeira: pode impactar confiança cidadã, custo eleitoral e decisões de políticas públicas nos próximos anos. O episódio está disponível nas plataformas de podcast e YouTube.

A reportagem completa busca oferecer uma visão clara sobre quem está envolvido, quando ocorreu a expansão do crédito, onde os impactos aparecem e por quê as famílias permanecem pressionadas.

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