- A Unilever fechou acordo para dividir o negócio de alimentos com a McCormick, objetivo que elevou preocupações entre investidores.
- As ações caíram 24% em um único dia, eliminando cerca de US$ 42 bilhões de valor de mercado desde o pico de fevereiro.
- A transação envolve a criação de uma nova empresa listada nos Estados Unidos, com parte do negócio de alimentos sendo transferida aos acionistas da Unilever.
- Analistas destacam dúvidas sobre benefícios imediatos, complexidade do negócio e a exposição a uma empresa altamente alavancada.
- A S&P Global Ratings manteve grau de investimento da Unilever, porém reduziu a perspectiva para negativa, citando menor escala e maior volatilidade setorial.
A Unilever informou a divisão de seus alimentos ao negociar a fusão da unidade com a fabricante de temperos McCormick. A notícia provocou a maior queda diária de suas ações desde a crise financeira, com queda de 24% e retirada de cerca de US$ 42 bilhões em valor de mercado. A operação visa reorganizar o grupo, ampliando presença em beleza, cuidados pessoais e itens domésticos.
A transação envolve as duas empresas: Unilever, dona de marcas globais, e a McCormick, que atuará como parceira na criação da nova companhia. Investidores questionam a exposição a uma entidade alimentar altamente alavancada, com listagem prevista nos EUA.
Quando e onde ocorreu o movimento, ele se deu após o anúncio, com as ações da Unilever negociadas em Nova York sob o impacto da notícia. Analistas destacam que qualquer benefício para acionistas dependerá de condições de conclusão e da evolução da estrutura financeira da nova empresa.
Desdobramentos e avaliações dos analistas
A S&P Global Ratings manteve o rating de grau de investimento, porém reduziu a perspectiva de estável para negativa, citando menor escala e diversificação se o negócio for concluído como planejado. A agência também sinalizou um ambiente setorial mais desafiador pela volatilidade macroeconômica.
Entre especialistas, há cautela sobre o prazo e a efetividade da criação de valor da operação, com estimativas de um período de transição de vários meses. Alguns apontam que a nova empresa pode enfrentar pressão de venda inicial por detentores europeus e desafios de endividamento.
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