- A União Europeia destinou 40 milhões de euros para destilar estoques de vinho francês não vendidos, visando estabilizar preços diante da queda da demanda.
- O apoio oferece 33 euros por hectolitro para destinar cerca de 1,2 milhão de hectolitros de vinhos tintos e rosés excedentes.
- Os destilados serão usados exclusivamente para fins industriais, incluindo desinfecção, farmacêuticos e energia.
- O consumo global de vinho caiu, com as exportações francesas prejudicadas por tensões geopolíticas que atingiram EUA e China.
- França já investiu na retirada de videiras, somando 11% dos vinhedos mundiais, e 35 mil hectares foram arrancados desde 2023, com preço médio de vinhos tintos/rosés 19,6% abaixo da média de cinco anos.
A União Europeia destinou 40 milhões de euros para financiar a destilação de estoques de vinho francês não vendidos, com o objetivo de estabilizar preços diante da queda da demanda global. A medida oferece 33 euros por hectolitro para vinicultores e cooperativas que destilarem aproximadamente 1,2 milhão de hectolitros de vinhos tintos e rosés excedentes.
Os destilados serão usados exclusivamente para fins industriais, incluindo desinfecção, farmacêuticos e energia. A iniciativa surge em meio a redução do consumo de vinho, pressionada por mudanças de comportamento, condições econômicas e tarifas comerciais.
O regulamento da UE, datado de 31 de março, aponta que as remessas francesas de vinho e bebidas alcoólicas caíram para o menor nível em pelo menos 20 anos, contribuindo para déficit na balança comercial de alimentos da França. A França também investiu para arrancar videiras, com cerca de 11% dos vinhedos mundiais afetados.
Detalhes adicionais
Medidas de destilação já foram implementadas em 2023 e 2024, com 35.000 hectares de vinhedos retirados do cultivo durante esse período. O preço médio das transações a granel de vinhos tintos e rosés franceses ficou 19,6% abaixo da média de cinco anos, segundo o regulamento da UE.
A balança comercial agroalimentar do maior produtor agrícola da UE foi pressionada pela queda de remessas de bebidas alcoólicas, conforme dados do regulamento citado. O texto não cita datas específicas de salvaguardas adicionais, mas destaca o contexto de demanda global em retração.
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