- Donald Trump ameaça tarifas de 100% sobre empresas farmacêuticas que não fecharem acordo para reduzir preços de remédios nos EUA.
- A tarifa incide apenas sobre medicamentos com marca e seus ingredientes ativos; genéricos ficam isentos por pelo menos um ano; órfãos, veterinários e outros específicos são isentos se atenderem a acordos ou necessidades públicas urgentes.
- Empresas que firmarem acordos de precificação com o governo e manterem produção interna ficam isentas; quem ampliar fabricação doméstica enfrentará tarifa de 20%, que subiria a 100% em quatro anos.
- Sete dezenas? No total, 17 fabricantes já têm isenções; quatro ainda negociam; grandes farmacêuticas que já assinaram acordos ficam isentas por três anos, entre elas a Pfizer e a Eli Lilly.
- Prazos para negociação: grandes empresas têm 120 dias; empresas menores, 180 dias, para fechar acordos e evitar ou reduzir a tarifa.
O presidente Donald Trump anunciou uma nova ordem executiva que ameaça impor tarifas de 100% sobre empresas farmacêuticas que não fecharem acordos para reduzir os preços de medicamentos nos Estados Unidos. A tarifação incidirá apenas sobre medicamentos com marca e seus ingredientes ativos; genéricos ficarão isentos por pelo menos um ano.
Orfanatos, fármacos veterinários e outros remédios especiais ficam isentos se provenientes de países com acordos comerciais ou atenderem a necessidades urgentes de saúde. Empresas que aceitarem acordos de preços com o governo e projetarem produção doméstica ficam livres das tarifas.
Estrutura e prazos
Empresas que aumentarem a fabricação doméstica terão uma tarifa de 20%, que pode chegar a 100% em quatro anos. Já grandes companhias têm 120 dias para negociar acordos e evitar ou reduzir o tributo; as menores terão 180 dias para as negociações.
Gestores do setor ressaltam que a medida pode criar um sistema de exceções para grandes empresas, potencialmente privilegiando companhias com acordos já firmados. A associação MBAA aponta riscos para farmacêuticas médias com portfólios menos diversificados.
Contexto e implicações
Trump tem pressionado o setor por meio de políticas de preços de medicamentos para alinhar o valor pago nos EUA aos praticados em outros países de renda elevada. O objetivo é reduzir o que os pacientes costumam pagar por fármacos. Ainda é aguardada a evolução das negociações com as fabricantes.
A medida ocorre em meio a pressões de consumidores por menor custo de vida, em um momento de debates sobre tarifas adicionais e custos da energia. As propostas também dialogam com políticas de incentivo à produção local de remédios.
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