- Thames Water está perto de um acordo com o regulador Ofwat que permitiria evitar novas multas por quatro anos, desde que a empresa se comprometa a investir no negócio.
- A proposta foi apresentada por credores que buscam impedir a renacionalização temporária da companhia.
- O acordo envolveria apenas multas do Ofwat; a empresa ainda poderia enfrentar penalidades da Agência de Meio Ambiente e ações legais.
- Credores que já forneceram £3 bilhões em financiamento de emergência negociam metas de poluição, vazamentos e desempenho com a empresa.
- Se aprovado, o acordo passaria por consulta pública de três meses; as contas dos clientes podem subir até 2030, enquanto a Thames Water destaca investimentos recordes de capital.
Thames Water está perto de fechar um acordo com o regulador Ofwat que permitiria evitar novas multas por quatro anos, desde que a empresa se comprometa a investir no negócio. A proposta tem sido apresentada por credores que buscam evitar a renacionalização temporária da concessionária.
O acordo envolveria o que se chama de undertakings, obrigações que a empresa assumiria para solucionar as causas dos problemas, em vez de pagar sanções ao governo. A ideia ganhou força após o aumento de pressão sobre a companhia nos últimos meses.
Os credores já tinham fornecido cerca de 3 bilhões de libras em financiamento de emergência no ano anterior, e negociam, individualmente, metas de poluição, vazamentos e desempenho ambiental que foram impostas há um ano.
Caso aprovado, o acordo cobriria apenas multas da Ofwat, mantendo a possibilidade de sanções vindas do Environment Agency e processos legais. Thames Water também enfrenta críticas por sua gestão de desempenho e de finanças.
O canal de fiscalização de Inglaterra e País de Gales indicou estar avaliando a proposta desde junho de 2025. A companhia poderia enfrentar novas pressões após o possível acordo, devido à necessidade de cumprir metas ambientais e de qualidade da água.
A empresa enfrenta ainda o desafio de um possível aumento nas contas dos clientes, com estimativas apontando reajustes acima de 30% até 2030, antes de inflação. Thames afirma estar trabalhando em uma solução orientada pelo mercado para melhorar serviços e o ambiente.
O regulador pode abrir uma consulta pública de três meses caso a proposta avance, processo que exigiria transparência e participação de partes interessadas. As mudanças dependem de aprovação regulatória e do escrutínio público.
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