- O chefe da equipe de IA da Take-Two Interactive, Luke Dicken, foi demitido, junto com um número não divulgado de outros funcionários envolvidos em IA na empresa proprietária da Rockstar Games, 2K e Zynga.
- A reestruturação ocorre mesmo com o CEO Strauss Zelnick afirmando que a empresa está “ativamente abraçando IA generativa”.
- Dicken anunciou pelo LinkedIn que o fim de seu tempo na Take-Two encerra uma fase de sete anos de desenvolvimento de tecnologia de IA para apoiar o desenvolvimento de jogos.
- Grande parte da equipe de IA da Take-Two teria sido formada a partir do departamento de IA aplicada da Zynga, adquirida pela empresa em dois mil e vinte e dois por sessenta e sete bilhões de dólares.
- A Take-Two não comentou o assunto. Na semana passada, a companhia tentou se distanciar de ferramentas como o Genie, da Google, enquanto o mercado questionava o impacto da IA generativa no desenvolvimento de jogos.
A Take-Two Interactive alterou a estrutura da sua equipe de inteligência artificial, com o que parece ser a saída de parte da área dedicada a IA que apoia o desenvolvimento de jogos. A empresa não detalhou números ou cargos, mas confirmou mudanças internas.
Luke Dicken, que assumiu a liderança da divisão de IA em início de 2025 após passagem pela Zynga, informou pela LinkedIn que seu ciclo na companhia chegou ao fim. O comunicado enfatiza que a equipe atuava há cerca de sete anos na criação de tecnologia para o processo de produção de jogos.
A readequação ocorre mesmo com o reconhecimento público da empresa de que está “abraçando ativamente a IA generativa”. A Take-Two mantém investimentos na integração de IA em seus estúdios, sem, porém, esclarecer o impacto direto nos projetos em andamento.
A Take-Two detém a Rockstar Games, a 2K e a Zynga, adquirida em 2022 por US$ 12,7 bilhões. A operação com a Zynga não gerou, até o momento, novos sucessos significativos, levando a reavaliações internas em áreas tecnológicas.
A empresa já havia se distanciado de ferramentas como o Genie do Google, após receios de impactos no desempenho das ações. Executivos destacaram que Genie está em estágio inicial e não é equiparável a um motor de jogo.
Mesmo com esse recuo, o CEO Strauss Zelnick reiterou o interesse da companhia em explorar IA generativa. Em recente chamada a investidores, ele afirmou que existem centenas de pilotos e implementações em toda a empresa para aumentar eficiência e reduzir custos.
Essa postura ocorre em meio a críticas do setor, com movimentos de empresas concorrentes que ajustam o uso de IA na criação de conteúdo. Avanços e recuos na aplicação da IA geram debates sobre impactos em criadores e na indústria como um todo.
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