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Produtores dos EUA se mobilizam diante da crise de fertilizantes

Tarifas sobre fosfatos elevam custos dos fertilizantes nos EUA, enquanto tensão no Estreito de Ormuz ameaça abastecimento da safra de 2026

Produtores dos EUA estão às vésperas do plantio da safra
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  • Tarifas compensatórias sobre fertilizantes fosfatados importados de Marrocos e da Rússia, impostas em 2021, continuam elevando custos para produtores e para o preço de fertilizantes.
  • A tensão entre Estados Unidos e Irã aumenta o risco de desabastecimento no Estreito de Ormuz, afetando o fornecimento de insumos como fosfatos usados na produção de fertilizantes.
  • Entre 20% e 25% dos produtores americanos ainda não adquiriram todos os fertilizantes necessários para a safra de 2026.
  • A produção de fosfatos nos EUA é concentrada em poucas empresas, com Nutrien e Mosaic respondendo pela maior parte do volume; há investigações sobre possível conluio para formação de preços.
  • A NAWG pediu formalmente à ITC a revogação das tarifas, citando custo financeiro insustentável para os produtores, que acumulam quase US$ 1 bilhão em despesas adicionais entre 2021 e 2025.

O campo americano enfrenta, no início de 2026, pressão de duas frentes: tarifas compensatórias sobre fertilizantes fosfatados importados e tensões no Estreito de Ormuz, que podem afetar o abastecimento global. A soma de fatores eleva custos para produtores e, no fim, para o consumidor.

As tarifas foram impostas em abril de 2021 pelo Departamento de Comércio dos EUA, após estudo ligado à Mosaic. O objetivo era conter subsídios estrangeiros, mas o efeito prático incluiu queda de participação do fosfato marroquino no mercado americano.

A moratória inicial atingiu a OCP, estatal marroquina, com tarifa de 19,97%. Rússia, por sua vez, recebeu tarifas de 9,19% para PhosAgro e 47,05% para EuroChem, alterando a competitividade de fornecedores.

Mudança no cenário de abastecimento

O Marrocos detém cerca de 70% das reservas mundiais de rocha fosfática, conforme a ITC. Com tarifas, o fosfato marroquino saiu gradualmente do mercado americano, elevando custos para fertilizantes como o DAP.

Estimativas apontam aumento de 28,6% no preço do fosfato diamônico durante o período inicial de tarifas. Entre 2021 e 2025, produtores de grandes culturas acumularam cerca de US$ 6,9 bilhões em custos adicionais.

A situação interna e a geopolítica

A produção de fosfatos nos EUA é concentrada em seis empresas, com Nutrien e Mosaic respondendo pela maior parte do volume nacional. A Nutrien apoia a remoção das tarifas, citando benefício aos produtores.

A tensão com o Irã, que pode ameaçar o Estreito de Ormuz, eleva imprevisibilidades no fornecimento. O canal movimenta parte relevante do petróleo e de fertilizantes fosfatados, aumentando a pressão sobre margens.

Reação de produtores e movimentos regulatórios

Em janeiro de 2026, o governo indicou possível duopólio no setor e abriu investigação de conluio de preços. A ITC iniciou uma revisão obrigatória de cinco anos das tarifas, com prazo para comentários.

A NAWG solicitou formalmente, em 1º de abril, a revogação das tarifas, argumentando que o custo imposto aos produtores é insustentável. Cerca de 50 associações estatais apoiaram a medida.

Impacto financeiro e próximos passos

Entre 2021 e 2025, produtores de trigo acumularam quase US$ 1 bilhão em custos adicionais, com estados como Dakota do Norte, Kansas e Montana entre os mais atingidos. O processo de revisão da ITC segue, com prazo até 8 de maio para comentários.

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