- Os preços do petróleo Brent subiram 6,5%, para mais de $107,6 por barril, após Trump anunciar endurecimento contra o Irã.
- O FTSE 100 abriu 0,68% mais baixo, com BP subindo 2,9% e Shell 2%.
- Outros índices europeus caíram: Dax caiu 1,5%, CAC 40 perdeu 1,35% e FTSE Mib caiu 1,2%.
- Títulos britânicos subiram, com gilts de 10 anos em 4,886% e de 2 anos em 4,36%.
- Bolsas asiáticas também fecharam no vermelho (Nikkei -2,4%; CSI 300 -1,36%; Kospi -4,8%), o dólar ganhou valor e o RAC apontou alta histórica no preço da gasolina em março (passe de 132,83p para 152,83p).
O preço do petróleo subiu e as ações caíram após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar em discurso televisionado que irá atacar o Irã de forma “muito dura” nas próximas semanas, aumentando as incertezas sobre o desfecho do conflito no Oriente Médio.
Na manhã de quinta-feira, o Brent subiu cerca de 6,5% para além de 107,6 dólares por barril, reverterando a queda de quarta-feira, quando a produção recebeu expectativa de desescalada. O mercado reagiu com maior aversão ao risco e cautela quanto ao fornecimento global.
Desempenho de ações e custos de energia
O FTSE 100, em Londres, abriu com queda de 0,68%, tirando parte dos ganhos do dia anterior. BP avançou 2,9% e Shell subiu 2% após o movimento do petróleo. Na Alemanha, o Dax caiu 1,5%; na França, o CAC 40 recuou 1,35%; na Itália, o FTSE MIB caiu 1,2%.
Mercados de renda fixa reagiram com alta na curva de dívida pública. O rendimento de gilts de 10 anos subiu 4 pontos-base para 4,886%, e o de 2 anos ganhou 6 pontos-base, para 4,36%, refletindo temores de pressões inflacionárias provocadas pelos custos de energia.
Analista de mercado afirmou que o cenário aponta para atrasos na entrega de petróleo do Golfo e que Trump não ofereceu detalhes sobre o fim do conflito com o Irã, dificultando previsões para o curto prazo. As bolsas reagiram como se estivesse ocorrendo uma reversão do mês anterior, com ajustes para cenários de oferta de petróleo.
Panorama internacional e consequências
Bolsas da Ásia também chagaram a sofrer contas: Nikkei caiu 2,4%; CSI 300, na China, recuou 1,36%; Kospi, da Coreia do Sul, caiu 4,8%, acompanhando a volatilidade regional.
O dólar ganhou valor frente a uma cesta de moedas, procurando ativos considerados de proteção. O câmbio enfraqueceu o pound, que caiu para cerca de 1,321 dólar.
Entre os impactos ao consumidor, o Banco da Inglaterra sinalizou que cerca de 1,3 milhão de proprietários de imóveis podem encarar aumentos mensais nos pagamentos de hipoteca devido a choques financeiros ligados ao conflito. A RAC informou, ainda, que preços de combustíveis atingiram patamar recorde em março, com elevação da gasolina sem chumbo em cerca de 20 pence por litro, diante da escalada do petróleo.
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