- Os preços do petróleo subiram após as ameaças de Donald Trump ao Irã, com o Brent em US$ 109,03 por barril (alta de 7,78%) e o WTI em US$ 111,54 (alta de 11,41%) para entregas próximas.
- Segundo a Bloomberg, o preço do Dated Brent superou os US$ 140, o maior nível desde 2008.
- Trump afirmou, durante discurso na noite de quarta-feira, que irá devolver o Irã à Idade da Pedra nas próximas duas a três semanas, ao mesmo tempo em que disse estar próximo de cumprir objetivos estratégicos.
- O Irã reagiu prometendo ataques devastadores contra Estados Unidos e Israel, aumentando a escalada das tensões regionais.
- O Estreito de Ormuz permanece bloqueado pelo Irã; representantes de cerca de 40 países pedem a reabertura imediata e ameaçam sanções, enquanto o Conselho de Segurança da ONU discute autorização para usar a força.
O petróleo recuou do período de estabilidade e voltou a subir nesta quinta-feira, em meio a tensões entre Washington e Teerã. As declarações de Donald Trump, apontando para medidas duras contra o Irã, contribuíram para o mau humor no mercado.
Trump prometeu, em discurso feito na noite de quarta, levar o Irã de volta “à Idade da Pedra”, durante um período de duas a três semanas, segundo suas palavras. O objetivo, conforme afirmou, seria alcançar metas estratégicas dos EUA. O tom agressivo atraiu críticas e avaliações sobre o risco de escalada.
Analistas destacaram que o discurso elevou os temores de prolongamento do conflito no Oriente Médio, impactando o preço do petróleo. A cotação do Brent para entrega em junho subiu 7,78%, a 109,03 dólares por barril. Já o WTI para maio avançou 11,41%, a 111,54 dólares por barril.
Reações do mercado e desdobramentos
Segundo a Bloomberg, o preço do Dated Brent ultrapassou os 140 dólares, nível não visto desde 2008. O Estreito de Ormuz, corredor estratégico que funciona como passagem-chave para o petróleo, permanece bloqueado pelo Irã.
Representantes de cerca de 40 países pediram a reabertura imediata e incondicional do estreito, sob ameaça de novas sanções. A ministra britânica de Relações Exteriores, Yvette Cooper, afirmou que o bloqueio representa uma ameaça à prosperidade mundial.
O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo pediu ao Conselho de Segurança da ONU autorização para uso da força para liberar o estreito. O tema divide o órgão e pode alterar o curso de ações internacionais.
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