- Em dois de abril de 2025, Trump lançou uma ofensiva de tarifas como “dia da libertação”, aumentando tarifas de importação com quase todos os parceiros comerciais dos EUA.
- Um ano depois, analistas dizem que a política falhou, mesmo nos termos usados pela administração Trump, e investidores passaram a reassessuar exposição aos ativos dos EUA.
- Dados indicam desaceleração econômica: empregos formais recuaram após a liberação das tarifas, com revisões de fevereiro de 2025 ajustando o payroll para baixo em 403 mil vagas; houve criação de 181 mil empregos em 2025.
- Confiança do consumidor caiu, segundo a Conference Board, com uma recuperação breve em maio de 2025 após acordo com a China para reduzir tarifas, porém o otimismo voltou a cair no segundo semestre.
- A indústria manufatureira perdeu cerca de 100 mil empregos entre janeiro de 2025 e março de 2026, e a participação de trabalhadores da manufatura no total de empregos caiu ao menor nível desde 1939; o déficit de bens dos EUA alcançou nível histórico em 2025.
O governo de Donald Trump lançou, em 2 de abril de 2025, uma rodada ampla de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA, em uma tentativa de alterar o equilíbrio comercial. A medida ocorreu em meio a cortes de gastos públicos e mudanças estruturais anunciadas pelo governo. Analistas avaliam que a política não atingiu os objetivos de maneira eficaz, segundo avaliações feitas ao longo de 2025.
Especialistas ressaltam que a decisão gerou volatilidade cambial e reação de investidores, com a moeda americana perdendo valor frente a outras moedas logo após a posse. A movimentação provocou realocação de ativos para mercados fora dos EUA e provocou ajustes no otimismo econômico na prática.
Dados oficiais indicam que o mercado de trabalho norte-americano diminuiu a criação de vagas logo após a liberação das tarifas. Revisões de fevereiro de 2025 ajustaram o saldo de empregos para baixo, enquanto bilhões de dólares em atividade econômica permaneceram sob pressão.
Representantes de setores industriais apontaram que a manufatura, fortemente atingida, reduziu contratações ao longo de 2025, com a participação de trabalhadores na indústria em queda. Observou-se também aumento do déficit de bens, um retrato difícil de reverter pela tarifa.
Em maio de 2025, EUA e China anunciaram uma pausa na escalada tarifária, o que gerou recuperação momentânea de confiança entre consumidores e mercados. Notícias sobre acordo contribuíram para alta pontual das bolsas, conforme registros da época.
O panorama traçado por analistas indica que a economia enfrentou flutuações com fases de alívio e de contração, influenciadas por debates orçamentários e decisões legislativas. Dados de confiança do consumidor passaram a mostrar queda acentuada no fim de 2025.
Segundo especialistas, o ambiente de tarifas elevadas não cumpriu as expectativas de reduzir o déficit comercial nem de revitalizar a indústria local. Tomadores de decisão e setores empresariais passaram a reavaliar estratégias de investimento e de localização de produção.
Entre as leituras, destaca-se a preferência de algumas empresas por ampliar operações na Europa, enquanto a China emerge como ganhadora relativa de determinados setores, com ganhos significativos de lucratividade industrial no período.
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