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Crise de energia acende alerta sobre estabilidade financeira, diz membro do BCE

Crise de energia eleva risco à estabilidade financeira, com saída de capital, alta de juros e atraso na recuperação do fornecimento global

Membro do BCE Fabio Panetta 24 de maio de 2024
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  • Membro do BCE, Fabio Panetta, afirmou que tensões no mercado de energia, decorrentes da guerra no Oriente Médio, podem afetar a estabilidade financeira e pressionar títulos públicos, especialmente por dívidas altas.
  • Ele destacou sinais de maior aversão ao risco: dólar em alta, pressão sobre taxas de juros de longo prazo e saída de capitais de mercados emergentes.
  • O ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, disse que o conflito pode elevar fluxos migratórios caso o Estreito de Ormuz permaneça bloqueado, afetando fertilizantes, petróleo e gás.
  • Panetta alertou sobre liquidez e alavancagem em instituições financeiras não bancárias, com preocupações sobre o crédito privado dos Estados Unidos; mesmo com fim rápido do conflito, recuperação da energia pode demorar, com cenário de 2026 a 2027 para normalização.
  • A inflação na zona do euro chegou a 2,5% em março; Itália, segundo o trecho, está em melhor posição do que em 2022, ajudando a manter a confiança dos investidores.

O recente conflito no Oriente Médio elevou as preocupações sobre a estabilidade financeira global devido a tensões no mercado de energia. A declaração veio do italiano Fabio Panetta, membro do Conselho do Banco Central Europeu, durante uma conferência em Roma realizada na quinta-feira, 02.

Panetta destacou que mudanças na percepção de risco dos investidores podem pressionar títulos do governo, especialmente onde a dívida pública é elevada, citando a Itália como exemplo. Segundo ele, o dólar mais forte e saídas de capital de mercados emergentes sinalizam busca por ativos mais seguros.

Impacto energético e mercados

No mesmo evento, o chanceler italiano Antonio Tajani sugeriu que o conflito pode ampliar fluxos migratórios se o Estreito de Ormuz permanecer bloqueado, afetando o fornecimento de fertilizantes, petróleo e gás para a África. Essa situação pode influenciar a liquidez global.

O BCE também monitorou sinais de fragilidade em financiamentos não bancários. Panetta alertou para níveis de alavancagem elevados e preocupações com o crédito privado dos EUA, cenário que pode se espalhar pelos mercados.

Mesmo com a possibilidade de fim rápido do conflito, Panetta indicou que a normalização da produção energética deve levar tempo. Cenários do BCE apontam recuperação do fornecimento apenas no quarto trimestre de 2026 ou em 2027.

Perspectiva econômica e inflação

A inflação da zona do euro subiu para 2,5% em março, ante 1,9% em fevereiro, impulsionada pela energia. O dado evidencia a transmissão rápida do choque energético para a economia, segundo Panetta, que também citou um possível arrefecimento da atividade econômica devido à queda da confiança das famílias.

Apesar do panorama adverso, Panetta e Tajani ressaltaram que a Itália mantém uma posição mais sólida do que no início da guerra da Ucrânia, com percepções mais favoráveis sobre as finanças públicas. O conjunto de avaliações sugere resistência relativa, mesmo diante dos riscos.

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