- Rui Costa afirmou que o alto endividamento das famílias é a principal preocupação de Lula para as eleições de 2026, creditando a juros elevados, compras online e bets.
- Mesmo com a maior massa salarial da história, ele diz que a população perde poder de compra e o humor do eleitorado é impactado.
- Costa pediu regulamentação mais restritiva às bets, citando relatos de empresas com funcionários perdendo produtividade por vício em jogos.
- Gleisi Hoffmann disse que Lula pediu estudos ao Banco Central e ao Ministério da Fazenda para avaliar limites do crédito rotativo do cartão, que chegou a 435,9% ao ano em fevereiro, afetando cerca de 40 milhões de usuários.
- Dados do Banco Central apontam que o comprometimento da renda com dívidas chegou a 29,3% da renda das famílias, maior nível da série histórica iniciada em 2011, impulsionado pelo crédito rotativo.
O ainda ministro da Casa Civil, Rui Costa, apontou que o elevado endividamento das famílias brasileiras é hoje a principal preocupação do presidente Lula para as eleições de 2026. Segundo ele, juros altos, compras online em ascensão e o crescimento das apostas digitais são os fatores que pressionam o orçamento doméstico.
Costa afirmou que, apesar da maior massa salarial da história, o poder de compra da população diminuiu, impactando o humor do eleitorado. Em entrevista à GloboNews, ele descreveu o cenário como um combo negativo para as famílias, com consequências diretas na renda disponível.
O ministro ressaltou que esse endividamento deve pesar na campanha eleitoral e citou o suplente de oposição, Flávio Bolsonaro, como alguém que precisa apresentar resultados concretos ao eleitorado. Ele questionou o currículo do candidato e criticou a gestão anterior sob o ponto de vista econômico.
Ainda durante o debate interno, Costa minimizou a entrada de Ronaldo Caiado na disputa como uma alternativa para a polarização, defendendo a estratégia de manter o posicionamento do governo atual para mostrar avanços em comparação ao período anterior.
Rotativo do cartão dispara endividamento
Gleisi Hoffmann, então ministra das Relações Institucionais, também apontou os juros como principal problema, com o presidente pedindo estudos para revisar limites do crédito rotativo. Dados de fevereiro indicam taxa anual de 435,9% e cerca de 40 milhões de usuários impactados.
A presidente pediu avaliação de mecanismos de controle semelhantes aos do cheque especial. A medida é apresentada como estratégica para enfrentar o impacto direto do endividamento na popularidade do governo.
Segundo o Banco Central, o comprometimento da renda com dívidas atingiu 29,3% da população, o maior nível da série histórica iniciada em 2011. O aumento foi impulsionado pelo uso de crédito emergencial, especialmente o rotativo do cartão.
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