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Páscoa mais cara: produtos tradicionais sobem até 160%

Páscoa fica mais cara: ovos e bacalhau sobem até 160%, pressionando o bolso do consumidor e aumentando a busca por opções com melhor custo-benefício

Os protagonistas da data — os ovos de Páscoa — acumulam reajustes expressivos
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  • A Páscoa de 2026 deve movimentar 3,82 bilhões de reais, com crescimento projetado de 4,5% em relação ao ano anterior.
  • Itens tradicionais subiram até 160%, com ovos de 150–200 g acima de 53 reais (+140,1%), ovos de 250–350 g a 145 reais (+123,1%) e ovos de 350 g a 310 reais (+138,5%).
  • Em 2026, a liderança de vendas fica com Cacau Show, seguida por Nestlé e Lacta; o volume de ovos subiu de 45 milhões em 2025 para 46 milhões em 2026.
  • O aumento é puxado por custos de insumos, logística e embalagens, além de pressões cambiais; o açúcar também contribuiu para a alta, mesmo com sinais de arrefecimento recente.
  • Apesar de sinais de desaceleração inflacionária, com a cesta de Páscoa avançando 2,51% nos 12 meses até janeiro de 2026 (contra IPCA de 4,44%), itens de maior valor, como bacalhau e chocolates, continuam com altas expressivas ao longo dos anos.

A Páscoa, definida para o próximo domingo, traz reajustes significativos em itens tradicionais como chocolate e bacalhau. O movimento deve movimentar R$ 3,82 bilhões no período, com previsão de alta de 4,5% em 2026. Mesmo com o crescimento, consumidores enfrentam inflação elevada.

Segundo estudo da IBEVAR-FIA Business School, as opções típicas da data registraram altas de até 160% no período. O descolamento entre preços de insumos e a inflação oficial (IPCA de 39,3% de 2021 a 2026) explica parte do encarecimento.

Os ovos de Páscoa concentram os aumentos. Linha básica (150g-200g) fica acima de R$ 53, com alta de 140,1%. Linha especial (250g-350g) chega a R$ 145, avanço de 123,1%. Premium (350g) atinge R$ 310, com alta de 138,5%.

Em 2026, a liderança de preço fica com a Cacau Show, seguida de Nestlé e Lacta. Marcas de nicho premium perdem relevância relativa, segundo a Abicap. O volume de ovos de Páscoa passou de 45 milhões em 2025 para 46 milhões em 2026.

Do cacau ao bacalhau

Ainda com queda recente nas cotações do cacau, o preço do chocolate continua subindo. A indústria repassa custos com defasagem, segundo Maria Giulia Figueiredo, da Rico. Insumos comprados em momentos de altas ajudam a manter preços elevados.

Custos logísticos, alteração de embalagens e toda a cadeia de produção também pressionam o preço final, especialmente em período de demanda elevada, acrescenta a analista.

O bacalhau lidera a escalada de preços da Semana Santa. A versão básica passa de pouco acima de R$ 100, alta de 163,2%. Intermediário chega a R$ 200 (+135,3%), o premium atinge R$ 320 (+93,9%). O varejo encara o desafio de manter a tradição acessível.

A analista reforça que a inflação da Páscoa é consequência de fatores macroeconômicos, como política monetária restritiva e câmbio, além de maior oferta global de alguns alimentos.

Açúcar e outros itens

O açúcar é apontado como catalisador do reajuste. Refinado sobe 57,51% entre 2021 e 2025, cristal avança 34%. Em 2025 houve arrefecimento, com melhora da oferta global e safras favoráveis, reduzindo preços no varejo.

O azeite de oliva também aparece como item com alta recente, impactado por quebras de safra europeias. Com a recuperação da produção, os preços internacionais recuaram, mas o custo no varejo permanece elevado por questões de câmbio e frete.

Perspectivas de curto prazo

Nos 12 meses encerrados em jan/2026, a cesta de Páscoa teve alta de 2,51%, abaixo do IPCA de 4,44%, sinalizando desaceleração. Para Maria Giulia, a Páscoa de 2026 deve ser mais contida que a de 2025, embora haja pressões setoriais.

Dados da FGV IBRE indicam variação positiva de itens de mesa em 2023-2026, porém queda no acumulado de 12 meses até mar/2026. Economista ressalta que itens de alto preço, como bacalhau e chocolates, pressionam o custo final ao consumidor ao longo do tempo.

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