- A Nike informou que a receita deve cair entre dois e quatro por cento no trimestre atual e cair de um dígito no restante do ano, segundo a gestão.
- As ações caíram até quase dez por cento no pré-mercado, com o mercado avaliando o guidance abaixo do esperado.
- Desafios apontados incluem estoques elevados na Europa e no Oriente Médio, além de interrupções no tráfego devido à guerra, que podem aumentar a volatilidade.
- A Grande China deve registrar queda de cerca de vinte por cento no trimestre atual; há avanços na redução de estoques, mas a demanda continua fraca.
- A América do Norte mostra resistência e deve sustentar crescimento modesto, com carteiras de pedidos fortes para o verão e recuperação de espaço nas prateleiras; a Nike deverá apresentar orientação de longo prazo no outono.
Nike projeta queda de até 4% na receita e aumenta pressão sobre o turnaround sob novo CEO
As ações da Nike recuaram após a empresa apresentar guidance abaixo do esperado para o próximo ciclo, ampliando a pressão sobre os planos do novo CEO, Elliott Hill, para reverter o desempenho. A expectativa é de que a receita registre queda de 2% a 4% no trimestre vigente e caia no dígito simples no restante do ano fiscal, segundo a gestão.
Analistas consultados pela Bloomberg estimavam crescimento de cerca de 2% no trimestre e resultados melhores ao longo do ano. Hill afirmou durante a teleconferência de resultados que o processo de recuperação é complexo e alguns ajustes demoram mais do que o desejado, mas que há clareza de direção e urgência.
A Nike enfrenta ventos contrários globalmente, com estoques elevados na Europa e no Oriente Médio, além de interrupções logísticas associadas a conflitos na região. Tais fatores podem aumentar a volatilidade dos negócios, apesar de resultados positivos na América do Norte.
As ações chegaram a cair quase 9,8% em negociações pré-mercado nesta quarta-feira, após fecharem a sessão anterior com queda acumulada de 17% no ano. Hill busca reorientar o core business com foco maior em basquete e corrida, enquanto tenta reverter quedas na China e no segmento Converse, que registrou desempenho abaixo do esperado no último trimestre.
O terceiro trimestre fiscal apontou receita de US$ 11,3 bilhões, acima das estimativas da Bloomberg, mas está estável ante o mesmo período do ano anterior. Consumidores norte-americanos demonstraram resiliência, mas Europa e Oriente Médio apresentaram novos contratempos, agravando a demanda.
Segundo analistas, a guerra na região da EMEA pode reduzir a margem bruta devido a tarifas e pressões de preços. Pressões semelhantes são esperadas na China, onde as vendas devem recuar cerca de 20% neste trimestre, diante de competição acirrada, desaceleração econômica e maior discounting.
A Nike tem feito ajustes para reduzir estoques na China continental. A redefinição do negócio no país é vista como desafiadora, mas há sinais de progressos na gestão de estoques, conforme avaliação de fontes do mercado.
O segmento de roupas esportivas da Nike também registrou desempenho abaixo do esperado, com descontos elevados contribuindo para quedas de dois dígitos. Hill afirmou que retornar a uma posição saudável nesse negócio é essencial para o crescimento norte-americano e global.
Na visão da empresa, a recuperação da receita da principal linha de produtos norte-americana permanece como companhia para sustentar o desempenho geral. Cartas divulgadas indicam expectativa de modesto crescimento na região para o restante do ano, com carteira de pedidos ainda robusta para o verão.
Perspectivas e próximos passos
A Nike não confirmou novas metas de longo prazo neste momento, mas planeja divulgar orientação de referência para o longo prazo em evento com investidores no outono. A empresa destaca que continua avaliando estratégias para fortalecer sua base de consumidores e melhorar a eficiência operacional.
Fonte: cobertura da Bloomberg, com base em dados da Nike e declarações da direção durante a teleconferência de resultados.
Observação: texto reescrito com informações fornecidas, sem tradução literal do material original, mantendo neutralidade, clareza e precisão.
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