- Ações globais sobem após Trump sinalizar fim da guerra com o Irã em duas a três semanas; Brent cai abaixo de US$ 100 o barril e o dólar recua.
- S&P 500 pode avançar cerca de 0,4%; ações europeias sobem aproximadamente 2% e as asiáticas 4,9%.
- Brent chegou a cair 5,4% antes de reduzir as perdas; o Estreito de Ormuz permanece amplamente fechado e ataques continuam no Golfo.
- Rendimentos de títulos recuam, com expectativa de menor aperto monetário; no Reino Unido, yield de dois anos cai cerca de 11 pontos-base.
- Analistas ressaltam volatilidade e que, mesmo que o conflito termine, a normalização do petróleo pode levar tempo devido a danos a instalações energéticas.
O mercado global reagiu com alta nesta quarta-feira, após o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar que a guerra com o Irã pode terminar em duas a três semanas. A leitura sugere possível acordo ou desespecificação do conflito, ainda não confirmada.
O petróleo Brent caiu abaixo de US$ 100 por barril, enquanto o dólar recuou com força. O ambiente de risco melhorou e as bolsas de ações ganharam impulso, com o S&P 500 estimulado e ganhos noturnos na Europa e na Ásia.
Mesmo diante de sinais de contenção, o estreito de Ormuz permaneceu amplamente fechado e ataques no Golfo continuaram. Investidores passaram a ajustar apostas sobre aperto monetário, abrindo espaço para flexibilização de títulos na região.
Analistas destacam que a normalização não deve ocorrer de forma rápida, especialmente se houver danos a instalações de energia. A reabertura do Estreito de Ormuz pode não ser necessária para encerrar o conflito, segundo avaliações de assessores.
Wolf von Rotberg, do Bank J Safra Sarasin, disse que a relação entre Brent e bolsas tem sido forte desde o início do conflito, mas ainda é cedo para alívio definitivo. Remi Olu-Pitan, da Schroders, ressaltou volatilidade e fragilidade dos mercados.
Entre ações, fabricantes de chips avançaram no pré-mercado, com Sandisk e Micron Technology subindo mais de 2%. A Nike registrou queda de 9% após projeções fracas. Mineradoras como AngloGold Ashanti e Newmont tiveram ganhos, com o ouro acima de US$ 4.700 por onça.
> Outras informações de mercado apontam um dia positivo para índices globais, com destaques para ações europeias e asiáticas. Títulos europeus lideraram ganhos, com recuos nos yields de curto prazo, enquanto os Treasuries recuaram modestamente.
Crise na Braskem domina o radar corporativo. A empresa avalia recorrer à Justiça para proteger-se de credores, segundo fontes da Bloomberg News, diante de caixa pressionado, prejuízo de R$ 10,3 bilhões e entraves na venda de controle para a IG4 Capital.
Nova rodada de valuations também ganha espaço. A OpenAI alcançou valuation de US$ 852 bilhões após captar US$ 122 bilhões, com aporte liderado pela Amazon (US$ 50 bilhões) e Nvidia e SoftBank (US$ 30 bilhões cada), condicionados a IPO ou avanços em IA geral.
A LVMH, conglomerado de marcas de luxo, reportou queda de cerca de 28% no primeiro trimestre, o pior início de ano já registrado, refletindo o impacto da guerra no Oriente Médio e menor demanda por itens de luxo. A operação afetou a fortuna de Bernard Arnault.
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