- A inflação de alimentos no Reino Unido pode chegar a nove por cento neste ano, com a guerra no Irã elevando os preços de energia, mesmo que o estreito de Hormuz se abra em breve.
- A Food and Drink Federation prevê alta de pelo menos nove por cento até o fim de 2026, quase triplicando a previsão anterior de 3,2 por cento.
- A economista-chefe Liliana Danila disse que custos de energia, transporte e embalagens já subiram, além de interrupções nas cadeias de suprimentos, o que deve levar a mais elevações de preços.
- A previsão depende da reabertura do estreito de Hormuz ao tráfego de carga nas próximas duas a três semanas e do retorno de instalações energéticas ao normal em até um ano.
- O governo enfrenta pressão para apoio às contas de energia, com a ministra Rachel Reeves indicando medidas baseadas na renda familiar, sem prometer cortes profundos em impostos ou combustíveis.
O Reino Unido pode enfrentar uma inflação de alimentos de até 9% neste ano, mesmo com o canal de Hormuz abrindo nas próximas semanas, segundo a Food and Drink Federation. A estimativa considera o impacto da guerra no Irã sobre preços de energia.
A FDF representa 12 mil fabricantes de alimentos e bebidas. O economista-chefe da entidade alerta para grandes aumentos em energia, transporte e embalagem, além de interrupções na cadeia de suprimentos. A perspectiva indica subida de preços mesmo com esforços das empresas para minimizar repasses.
A projeção de 9% depende da reabertura do canal de Hormuz para tráfego de carga em duas a três semanas, e da normalização de instalações de energia, petróleo, gás e fertilizantes em até um ano.
Governo e grandes varejistas
O ministro da Fazenda, Rachel Reeves, deve se reunir nesta quarta-feira com chefes de supermercados como Sainsbury’s, Tesco e Morrisons para discutir impactos no custo de vida e possíveis gargalos de abastecimento decorrentes do conflito no Oriente Médio.
Produtores nacionais já alertam que, sem apoio governamental, podem ocorrer escassezes de tomate, pepino, pimentão e beringela. A medida impacta o abastecimento de varejo e a composição de price tags.
Muitas empresas têm contratos de energia renovados a partir de abril e enfrentarão forte elevação de custos a partir de hoje. As contas domésticas devem cair até julho, mas há expectativa de alta depois desse período.
Reeves afirmou à BBC que o governo avalia formas de apoiar famílias com base na renda. Ela não se comprometeu com cortes de Imposto sobre Combustíveis ou IVA na gasolina, citando a necessidade de evitar pressões adicionais sobre inflação, juros e arrecadação.
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