- A B3 planeja entrar no mercado de previsão com contratos vinculados a ativos locais relevantes e indicadores econômicos, e avalia oferecer produtos atrelados a eleições.
- A bolsa pediu parecer jurídico para entender se a legislação brasileira impõe restrições a contratos de eventos ligados a eleições, segundo fontes que pediram anonimato.
- A B3 disse que discute contratos de eventos financeiros com o órgão regulador, com lançamento de seis novos contratos em 27 de abril.
- Os contratos serão ligados ao índice Ibovespa, ao dólar e ao bitcoin, e foram autorizados pela CVM para negociação exclusiva por investidores profissionais.
- O Brasil ainda não tem um arcabouço regulatório específico para mercados de previsão; plataformas internacionais atuam no país, como Polymarket e Kalshi (esta última em parceria com a XP).
A B3 confirmou que pretende entrar no mercado de previsão com contratos vinculados a ativos locais relevantes e indicadores econômicos. A empresa avalia ainda oferecer produtos atrelados a eleições, conforme pessoas com conhecimento do assunto ouvidas pela Bloomberg News.
A bolsa buscou um parecer jurídico para entender se a legislação brasileira impõe restrições a contratos de eventos ligados a eleições. As fontes pediram anonimato por tratar-se de informações privadas.
A B3 informou, por meio de sua assessoria, que discute contratos de eventos financeiros com o órgão regulador. A ideia é tornar disponíveis, a tempo do pleito de outubro, contratos ligados a eleições.
Em 27 de abril, a empresa planeja lançar seis novos contratos associados ao Ibovespa, ao dólar e ao bitcoin. A iniciativa visa oferecer uma experiência de operação simplificada, mantendo padrões de segurança e governança do mercado regulado.
Segundo Luiz Masagão, vice-presidente de Produtos e Clientes, os contratos acompanham a evolução de mercados preditivos no exterior. Ele ressalta a atenção a operações seguras e à robustez operacional.
Os contratos já passaram pela autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para negociação inicial por investidores profissionais. O Brasil não possui hoje um arcabouço regulatório específico para mercados de previsão.
Mercado e regulação
Plataformas internacionais atuam no tema, com oferta de produtos relacionados a eleições, ainda que operando no exterior. A Kalshi firmou parceria com a XP para contratos de “sim ou não” ligados a indicadores econômicos brasileiros, como inflação e juros.
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