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B3 entra no mercado de previsão e avalia apostas em eleições

B3 avalia lançar contratos de previsão sobre eleições; parecer jurídico busca esclarecer restrições regulatórias para disponibilização até outubro

A Bolsa anunciou que lançará seis novos contratos ligados ao índice Ibovespa, dólar e bitcoin (Foto: Patricia Monteiro/Bloomberg)
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  • A B3 planeja entrar no mercado de previsão com contratos vinculados a ativos locais relevantes e indicadores econômicos, e avalia oferecer produtos atrelados a eleições.
  • A bolsa pediu parecer jurídico para entender se a legislação brasileira impõe restrições a contratos de eventos ligados a eleições, segundo fontes que pediram anonimato.
  • A B3 disse que discute contratos de eventos financeiros com o órgão regulador, com lançamento de seis novos contratos em 27 de abril.
  • Os contratos serão ligados ao índice Ibovespa, ao dólar e ao bitcoin, e foram autorizados pela CVM para negociação exclusiva por investidores profissionais.
  • O Brasil ainda não tem um arcabouço regulatório específico para mercados de previsão; plataformas internacionais atuam no país, como Polymarket e Kalshi (esta última em parceria com a XP).

A B3 confirmou que pretende entrar no mercado de previsão com contratos vinculados a ativos locais relevantes e indicadores econômicos. A empresa avalia ainda oferecer produtos atrelados a eleições, conforme pessoas com conhecimento do assunto ouvidas pela Bloomberg News.

A bolsa buscou um parecer jurídico para entender se a legislação brasileira impõe restrições a contratos de eventos ligados a eleições. As fontes pediram anonimato por tratar-se de informações privadas.

A B3 informou, por meio de sua assessoria, que discute contratos de eventos financeiros com o órgão regulador. A ideia é tornar disponíveis, a tempo do pleito de outubro, contratos ligados a eleições.

Em 27 de abril, a empresa planeja lançar seis novos contratos associados ao Ibovespa, ao dólar e ao bitcoin. A iniciativa visa oferecer uma experiência de operação simplificada, mantendo padrões de segurança e governança do mercado regulado.

Segundo Luiz Masagão, vice-presidente de Produtos e Clientes, os contratos acompanham a evolução de mercados preditivos no exterior. Ele ressalta a atenção a operações seguras e à robustez operacional.

Os contratos já passaram pela autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para negociação inicial por investidores profissionais. O Brasil não possui hoje um arcabouço regulatório específico para mercados de previsão.

Mercado e regulação

Plataformas internacionais atuam no tema, com oferta de produtos relacionados a eleições, ainda que operando no exterior. A Kalshi firmou parceria com a XP para contratos de “sim ou não” ligados a indicadores econômicos brasileiros, como inflação e juros.

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