- Olga Lucía Acosta foi voto decisivo no conselho monetário, mantendo resistência a reduções rápidas da taxa de juros e sinalizando independência do banco central.
- O presidente Gustavo Petro qualificou a nomeação de Acosta como o “pior erro” de seu governo, dizendo que poderia ter a maioria do conselho ao lado de interesses do povo trabalhador.
- Acosta ajudou a impedir que o banco central seguisse pressões políticas, mantendo o comando do comitê contra um afrouxamento abrupto.
- O banco central deve anunciar alta de 1 ponto percentual na taxa básica, chegando a 11,25%.
- A inflação anual da Colômbia ficou em 5,3% em fevereiro, acima da meta de 2% a 4%.
Olga Lucía Acosta, diretora do Banco da República da Colômbia, assume papel-chave na política monetária ao resistir aos apelos de reduzir drasticamente a taxa de juros. A nameação de Acosta por Gustavo Petro é alvo de críticas do próprio presidente, que a considera o seu maior erro.
Aduz-se que Acosta fortaleceu a independência do banco e o modelo de metas de inflação, afastando-se de pressões políticas. Ao se alinhar aos chamados hawks, ela impediu um afrouxamento e reduziu a influência direta de Petro no conselho.
Espera-se que o banco anuncie alta expressiva na taxa de juros, elevando-a em 1 ponto percentual para 11,25%. Economistas consultados pela Bloomberg veem continuidade de uma postura hawkish, com dados determinando o ritmo de aperto.
Petro já afirmou, mesmo de forma indireta, que nomear Acosta foi um erro, destacando a tensão entre o governo e a instituição. O presidente chegou a reclamar da percepção de ingratidão entre Acosta e o conselho.
OOCampo, mentor da nomeação de Acosta, sustenta que a escolha foi essencial para manter a independência do banco. Petro, por sua vez, vê a situação como um desafio a enfrentar, embora reconheça o mandato da diretora.
A taxa de inflação da Colômbia acelerou a 5,3% em fevereiro, dentro de uma meta de 2% a 4%, evidenciando pressões que influenciam as decisões do banco central.
As informações são levantadas pela Bloomberg com base em fontes do mercado e entrevistas com especialistas.
A direção do banco já mostrou que não está dissociada das pressões políticas, avaliando cenários futuros conforme novos dados e expectativas de inflação. Acosta mantém o foco em cumprir o mandato de garantir estabilidade macroeconômica.
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