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México na OMC: tequila, investimentos e regras de origem

México busca presidir comité de reglas de origen en la OMC para fortalecer cumplimiento y atraer inversiones, antes de la revisión del TMEC

Sesión de la 14 OMC, en Camerún.
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  • México buscou presidir um comitê na Organização Mundial do Comércio para fazer cumprir as regras de origem, em reunião com a diretora-geral Ngozi Okonjo-Iweala.
  • A Conferência Ministerial da OMC, em Yaoundé, terminou sem a extensão da moratória de tarifas para o comércio eletrônico; México apoiou uma prorrogação superior a cinco anos, ao lado de EUA, União Europeia e outros.
  • O governo mexicano segue prioritário o TMEC (Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá) e trabalha para diversificar exportações e atrair investimentos em farmacêutica, semicondutores e manufaturas avançadas.
  • Foram realizadas mais de quinze reuniões bilaterais com países como Índia, Japão, Reino Unido, Suíça, Coreia do Sul, França e Alemanha, entre outros, visando compromissos de desembolso estratégico.
  • Além do TMEC, México tratou da modernização de acordos com União Europeia, Suíça, Suécia, Islândia, Japão e Índia; com este, pediu a eliminação de tarifa de duzentos e cinquenta por cento sobre as exportações de tequila.

Durante a 14ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), realizada em Yaoundé, Camarões, México esteve ativo em vários fronts comerciais. O governo mexicano, liderado pela secretaria de Economia, buscou ampliar sua influência na governança da OMC ao propor a presidência de um comitê responsável por regras de origem. A iniciativa visa reduzir riscos de práticas comerciais desleais e reforçar a conformidade regulatória no comércio global.

Segundo o subsecretário de Comércio Exterior, Luis Rosendo Gutiérrez, a proposta foi apresentada em reunião com a diretora-gerente da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala. A reunião particular ocorreu durante a conferência, que reúne representantes de 166 países. O objetivo é fortalecer o papel do México como parceiro estratégico de Norteamérica, ao mesmo tempo em que diversifica laços com Europa e Ásia.

A moratória de impostos sobre comércio eletrônico foi alvo de intensas negociações. Ao final das sessões, países como EUA defenderam uma extensão permanente, enquanto Brasil e Turquia se opuseram. México apoiou a posição de EUA, Paraguai e União Europeia para uma moratória superior a cinco anos, buscando previsibilidade para investimentos, alinhada à próxima revisão do TMEC.

Avanços estratégicos e agenda além do TMEC

Entre as atividades, México manteve mais de 15 reuniões bilaterais com Índia, Japão, Reino Unido, Suíça, Coreia, França, Alemanha e outros parceiros. O tema central é avançar acordos que vão além do TMEC, incluindo modernização de acordos com a União Europeia e países como Suíça, Suécia, Islândia, Japão, Coreia e Índia.

Parte das tratativas com Índia envolveu a proposta de eliminar o arancel de 150% sobre exportações mexicanas de tequila. O subsecretário destacou o interesse de atrair investimentos estrangeiros em farmacêuticas, semicondutores e manufaturas avançadas, fortalecendo a produção local.

A agenda externa também mira a preservação de condições de livre comércio mundial por meio de alianças entre países. A prioridade mexicana permanece o TMEC, com prioridade ao avanço de reformas econômicas nacionais e a atração de desembolsos estratégicos de parceiros globais.

A expectativa para julho é a retomada da renegociação do TMEC com os EUA e Canadá. Nesse contexto, o governo de Sheinbaum planeja reforçar vínculos comerciais com os parceiros atuais, ao mesmo tempo em que busca novos projetos de investimento em diferentes hemisférios, mantendo o país bem posicionado na cadeia global de valor.

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